Certamente, para quem esteve tanto tempo envolvido com o dia-a-dia da televisão, há um grande número de eventos para mencionar.
Outro episódio simples ocorreu no programa que se chamava Meio-dia e era produzido e apresentado por Jacy Campos, com a ajuda de Carlos Imperial. O programa não tinha patrocinador e os comerciais eram, na maioria, bonificações de outros contratos. Sem verba para produção, Jacy apelava para o desejo que muitos iniciantes tinham de trabalhar na televisão. Carlos Imperial era o descobridor de talentos e, junto com Jacy, muitas vezes pedia algum dinheiro para ajudar no transporte do artistas convidados. Certo dia, todo entusiasmado, Imperial, sozinho, instruído por Jacy, pediu uma verba maior para trazer um conjunto moderno com dois cantores também guitarristas, uma cantora e mais dois músicos, um baixista e um baterista. Viriam todos de Niterói e podiam fazer até uns quinze minutos de programa, pois até já estavam gravando. Jacy e Carlos Imperial, para nossa tristeza, já não estão mais entre nós. Mas os dois rapazes e a mocinha devem se lembrar do episódio, que talvez tenha ajudado na carreira brilhante que o Brasil acompanha com alegria. Seus nomes: Roberto Carlos, Erasmo Carlos e Wanderléa.
Feliz de quem pode, como eu, viver os melhores anos da vida ao lado de tanta gente boa e bonita de alma e coração, como aqueles que abracei e aplaudi na televisão.

- Trecho do depoimento de Almeida Castro para o livro 50/50, com projeto e supervisão de JB de Oliveira Sobrinho, o Boni, de 2000.
