RICK AND MORTY- O DESENHO QUE VOCÊ PRECISA (!) VER!

Eu sempre fui muito fã desse tipo de show. Seja Simpsons, Family Guy, American Dad, ou qualquer derivado desses supracitados.
E na verdade, é isso que você deve estar se perguntando: O que esse desenho tem de diferente dos demais? Hahahahaha.
É um family Guy científico. Mas um Family Guy melhorado. Eu sempre quis ver um desenho assim: Científico. Com os “pés no chão”, sabe? A primeira vez que essa série te passa uma rasteira moral você nunca esquece. Em mim foi na primeira temporada. Mais precisamente no episódio 8, onde os pais do Morty (O garoto da imagem) estão prestes a se divorciarem, pelo fato de a filha mais velha achar que não está sendo notada, e descobrir que a mãe pensou em abortá-lá. Só isso já seria algo forte de se apresentar em um desenho animado. Até porque, algumas crianças poderiam assistir e, sei lá, ficarem depressivas, ou qualquer coisa que crianças de hoje em dia ficam (‘Sas pestes são mini adultos…Não dá pra entender).
Enfim, o episódio que me chamou atenção foi algo que me deixou reflexivo durante algum tempo depois que os créditos subiram. Sério. Se segura aí na cadeira. O Morty entra no quarto da irmã, que está prestes a ir embora, e tenta ver se está bem. Ele pergunta: “Posso te mostrar uma coisa?”. Ela responde: “Morty, sem ofensas, mas um desenho que você fez quando tinha oito anos não vai me fazer eu me sentir menos um acidente”. Ele aponta pra algo fora de casa e…BOOM: “Aquilo ali fora? É meu cadáver enterrado (Esqueci a tradução de a palavra certa)”. Depois de ela perguntar: “O QUÊ?”, ele continua: “Uma de nossas aventuras. Rick e eu basicamente destruímos o planeta (Terra) inteiro (a). Então nós saímos daquela realidade e viemos para essa. Por causa disso, o mundo não foi destruído. E por isso, nós estamos mortos. Quando nós viemos para cá, enterramos nós mesmos e tomamos os nossos lugares. E toda manhã, eu como a 20 metros do meu próprio cadáver!”. Estasiada, a irmã pergunta: “Então… Você não é meu irmão?”… Ele continua: “Eu sou melhor que seu irmão. Eu sou uma versão do seu irmão que você pode confiar quando ele diz: ‘Não fuja/corra’. Ninguém existe de propósito. Ninguém pertence a lugar nenhum. Todo mundo vai morrer… Bora ver TV?”
Algumas pessoas vão achar isso uma situação ultrajante. Mas, por algum motivo, eu me senti motivado. Tirando a parte do “Nobody exists on purpose (Ninguém existe de propósito)”, eu concordo com tudo que a última parte diz. Nós somos um grande pedaço de NADA. Espero que se motive pelas formas erradas, assim como eu, e vá assistir esse desenho…NOW!