Ser escritor não é escrever, é revisar.

Talvez na minha imaginação fértil e infantil de escritor iniciante, há uns dois anos, escrever era só depositar quase de forma nauseante palavras num papel virtual preso no meu computador (Sofismo). Coitado de quem eu era. Como era impulsivo.

O trabalho de verdade fica por conta de toda essa revisão supracitada no título. Por exemplo: Escrevi um conto lá no Google Docs (Não é propaganda… Não se o Google quiser me pagar, hahaha) há uns meses e deixei lá, mofando no calor árido dos servidores do Google. Abri o site esses dias e fui ler o que havia escrito. Quero abrir um parênteses metalinguístico aqui. O alívio que tenho hoje em revisar e corrigir coisas que achava que eram incríveis, mas que, na verdade, precisavam de revisões, é quase como achar dinheiro no bolso da calça na qual você havia esquecido. Fecha parênteses metalinguístico.

Inclusive, revisitei esse mesmo texto várias vezes durante o dia. E já corrigi frases que escrevi hoje de manhã (11/10/2016). Incrível. Isso diminui o apego a qualquer texto que já tenha escrito. Diminui o ego, entende? 
 Eu costumo dizer que quem trabalha com arte está muito mal acostumado. Não por sua culpa, mas por várias pessoas, implicitamente, amaciando e afagando seus respectivos egos por aí. Depois disso, não tem como enxergar que tem falhas tão corriqueiras assim… Tudo é lindo. Várias pessoas chamando de gênio, acima da média, etc. Tudo fica cinza, nublado. Eu imagino o que esses artistas ultra-famosos têm que passar. Deve ser horrível. Mais um parênteses metalinguístico, um segundo. Se por um acaso o Pedro do futuro ficou famoso por algo que fez (Não tem como duvidar dessa hipótese com a internet tão em voga assim), peço que ele não mude de opinião com relação a esse post. Fecha parênteses.