Sobre o simples e com propósito

Numa conversa de bar, uma amiga disse que precisava fazer MBA. Precisava, muito mesmo. Não teria como alcançar seu objetivo de carreira sem isso. Achei isso estranho. Fiz careta, disse que não “precisava” disso, e ela insistiu. E aí eu notei uma bela e simples questão, chamada sonho. Ou perspectiva.

É meio besta da minha parte dizer o que precisa ou não, o que é certo ou errado. É bom quando a gente se policia pra não cair nessas ciladas. Sonhos são tão distintos, tão pessoais. Confesso uma tortura pessoal quando penso no meu sonho profissionalmente. Passo do romance de uma profissão dos sonhos ao limbo do “nada é perfeito”. Mas dentre tantas chibatadas, penso em dois objetivos para cumprir, seja da forma que for: o trabalho simples e com propósito.

O simples que busco é ter um trabalho que não esteja atrelado a status. Quero me sentir a vontade, quero respeitar meus limites, quero o suficiente para viver bem, além de financeiramente, psicologicamente. Acompanho diariamente amigos, colegas de trabalho ou noticias distantes do stress que as pessoas passam. Me pego em situações assim e penso: pra que? O famoso clichê do “trabalhar para viver” e não “viver para trabalhar”.

O propósito é saber que o trabalho que eu faço tem algum impacto significante para alguém. Trabalhar exige esforço, empenho, suor. Saber que tudo isso impactou alguém positivamente faz um bem sem tamanho. E só quando a gente se depara com coisas assim pra questionarmos o que estamos fazendo. E o que podemos fazer.

Não pretendo largar tudo e viajar. Não acho que role pedir demissão e fazer umas artes pra viver. Mas se eu conseguir esses dois pontos, já serei alguém tão feliz quanto as das receitinhas de felicidade que vemos por aí.

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