Ainda te encontro em uma mesa de bar.

Me sinto vazio, me sinto incompleto, e me sinto fraco. Acordo todos os dias sem muita perspectiva do que vai acontecer de bom, afinal, sem você nada pode ser bom. Abrir os olhos é como se agulhas penetrassem em minhas pálpebras, o oxigênio se torna amônia, minha pele fica irritada e cada movimento meu é comparável a um senhor de 84 anos com seus problemas de osteoporose. É cansativo fingir não gostar mais de você, é cansativo e errado usar outras pessoas para preencher as lacunas que ficaram quando você se foi, essas lacunas que se parecem mais com abismos sem fim. E eu lembro de você todas as horas do meu dia, assistindo minha série, ouvindo Clarice Falcão e principalmente depois de algumas doses de cachaça. No outro dia eu te culpo pela ressaca que me causou, chega a ser engraçado, se não fosse frustante não esquecer alguém, deveria ser tão fácil e simples, ora, que bobeira a minha, nada na vida é simples. Você era a personificação da vida, era a metáfora por dentro da metáfora, era o paradoxo dentro do paradoxo. Mas, eu tenho um sonho, eu tenho esperança de que um dia possamos nos encontrar, em alguma praça ou mesa de bar e lá trocar idéias bobas sem sentido, como se nunca tivéssemos ficando longe por tanto tempo. Eu tenho um sonho, e ele tem seu nome.

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