Dear Stranger,

Eu não me interesso em perseguir você. Não tenho vocação pra isso, e como já deves ter percebido, as cores que coloco no cabelo tornam impossível que eu possa seguir você, sem ser descoberta. Ou o simples fato de que ser discreta é impossível, porque seria capaz de eu derrubar algo, e ser rapidamente descoberta. Então, fica tranquilo, não me interesso em saber o que faz e aonde vai, e com quem fazes isso, apesar de que eu ache que desejas que eu saiba sobre você.

A saudade só bate mesmo, e as vezes, eu quero ver se você tem sorrido, porque seu sorriso não me dá onda (baixa tua bolinha, porque você não é erva pra dar onda), mas seu sorriso me faz sorrir, e infelizmente, isso não mudou. Pena que você não sorri mais tanto, não nas fotos, e faz mal saber que seu sorriso tem murchado. Eu me interesso em saber se você é feliz, sozinho ou acompanhado, pode parecer papinho, mas eu torço por você. Torço que você seja feliz, não importa como (claro que se puder se manter longe da cadeia, pode ser uma parada legal) e nem com quem, mas que você encontre a felicidade. De preferência, em você mesmo, antes de procurar em alguém.

Tá bom, eu admito, eu me interesso em saber de você. Gostaria que as coisas fossem mais fáceis, e que eu não me interessasse, mas não consigo. Eu não vou te seguir nem nada disso, mas se puder dar uma pista de que você tá vivendo (veja bem, eu disse vivendo, e não sobrevivendo), eu ficarei bem feliz. Pode bancar o melhor estranho, mas só dê pistas, eu vou ficar feliz por você, e prometo não atrapalhar, se você prometer sorrir mais e me deixar ver quando sorrir.

Atenciosamente,

Garota do balanço.

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