Dazideias — Associações de Classe e Redes Líquidas

No dia 29 dde Junho tive o prazer de participar como Entusiasta do 1º Dazideias de Blumenau. Este evento é organizado pelo Dazideias e tem uma dinâmica bem interessante.

Você se inscreve como Pitcher, caso tenha alguma ideia para apresentar. Ou entusiasta, caso queira apenas acompanhar e avaliar as propostas. Cada pitcher tem 3 minutos para apresentar sua ideia, produto, serviço, etc. E mais 5 minutos de perguntas, pitacos e interação com os demais presentes. Após as todas as apresentações, há um intervalo em que você pode conversar com os presentes. Durante este tempo os Entusiastas inscritos “investem” nas ideias que mais gostaram, distribuindo as Daz uma moeda especialmente criada para o evento e distribuída para os entusiastas. Ao final do coffee-break a organização computa os investimentos recebidos de cada uma das ideias e anuncia o vencedor que ganha prêmios para alavancar sua ideia.
Galera presente — “Eu sou o hangloose man! X-)”

Nesta primeira edição tivemos o prazer de conhecer e discutir sobre várias ideias super interessantes e em estágios diferentes de desenvolvimento. Desde produtos de Beleza e Saúde a Monitoramento à Deslizamento, passando é claro por aplicativos de Celular e automações comerciais. Além de uma palestra inspiradora com Anderson Torres, coordenador de Inovação na Sênior Sistemas.

Redes Líquidas

Eventos como este, para compartilhar ideias são peças chaves para inovação e criatividade. Isso é o que prega a teoria descrita pelo livro de Steven Johnson — De onde vem as Boas Ideias. — As interações das Primeiras grandes cidades, dos cafés de Paris, das universidades e da internet entre pessoas diversas e a troca de experiências, vivências e pitacos que esta ação permite, são peças chaves para o desenvolvimento de novas ideias. Ele cita no livro, por exemplo o crescimento Exponencial do número de registro de patentes (uma maneira simples de medir a inovação) das grandes cidades em relação as pequenas.

Após milênios vivendo no agrupamento íntimo de uma família extensa, passaram a compartilhar um espaço apinhado de estranhos. Com esse crescimento da população ocorreu um aumento decisivo no número de conexões que podiam ser formadas dentro do grupo. Boas ideias podiam encontrar caminho mais facilmente para outros cérebros e neles se enraizar. Novas formas de colaboração tornaram-se possíveis.

Com o Advento da internet, as fronteiras das cidades estão praticamente extintas, há ainda alguns embrolhos: língua, acessibilidade e culturas, mas que são facilmente contornáveis. Ou seja, vivemos num imenso café parisiense, onde podemos esbarrar com todo tipo de genialidade, a um clique de distância. Poético ou não, isto é um fato que não pode ser ignorado. Agora necessitamos, claro de um tipo de posicionamento pessoal.

Interação verdadeira

O papel das Entidades de Classe, dos espaços de co-working, demais associações empresariais e as próprias empresas, nesta nova era, é, alavancar eventos e processos como este, para troca de ideias, troca de experiencias e compartilhamento de pensamentos. Fomentar estas interações é difícil, pois numa perspectiva restrita, dividir meus “segredos e ideias” com o mundo é passar isso para a “concorrência” o que poderia ser caracterizado como um erro.

Permita-me supor uma exercício simples. Digamos que você seja do ramo imobiliário, um corretor de imóveis. E teve a “maluca ideia” de criar em seu site um Tour 3D em seus apartamentos disponíveis para locação. Isso está em sua cabeça à anos. Porém o projeto e o custo assustam. Essa ideia vai ficar apenas onde está. Agora se na reunião informal do congresso do CRECI desse ano, você entre um coffee e outro, resolve contar essa “maluquice” a um colega.

Ele fala, P**RA tô trabalhando com apartamentos de luxo e queria algo para realmente impressionar os compradores. Meu Vamos atrás criar essa ferramenta. Eu conheço um cara que mexe com essas tecnologias. Vamos falar para ele botar preço na coisa. Cara vamos montar uma empresa disso e vender para todos esses caras daqui. Lá vai a sua ideia voar

Ou então você conta isso para o seu filho que fala assim: “Pai porque tu não usa o recurso de panorâmica do Iphone 7. Compra um para mim que eu faço isso para você.” — O que eu quero contar com esta anedota é que se você não consegue pegar a sua ideia e ir atrás dela e fazer acontecer. O melhor que você faz é deixar ela fluir. Compartilha com alguém, com o mundo. O máximo que pode acontecer e ela ser realizada. Isso não seria incrível?

É como se mil especialistas pudessem avaliar sua ideia, quanto vale esta consultoria ou curadoria?

Do outro lado, caso você se depare com a ideia de alguém seja em um evento formal como o Dazideias ou até informar. Interaja. Tente entender o objetivo dela, o plano e se isso te inspirar a dar a sua opinião, sua critica ou qualquer pitaco, faça. Respeito e cortesia, claro. A sua opinião é importante, a sua visão para aquele produto, serviço ou ideia pode despertar vários novos insights, pode dar novos rumos e isso é mágico.

A flexibilidade de interagir com as mais diversas ideias é tão inquietante que se torna parte da sua vida. Investigue, instigue, participe e viva. Essa experiência levará você além…

Quer um convite? O Proximo Dazideias vai rolar em Floripa- Clique aqui.

Sobre Redes Líquidas — Você pode assistir o Próprio Steven Johnson no Tedex aqui…

Já tem a sua cópia do meu e-book sobre Criatividade? Baixe ele aqui…

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