Se tu morrer amanhã?


Imagina aí: você acorda mais um dia, toma banho, come alguma coisa e sai de casa apressado porque está atrasado pra sua aula às 8 da manhã. Atravessa a rua correndo e não olha pra nenhum dos lados e assim, é atropelado e morre instantaneamente. Ou então você está caminhando mais um dia no parque como de costume e tem um ataque fulminante do coração e morre ali, sozinho. Ou numa terceira situação, você está normal e, de repente, descobre alguma doença grave, piora rapidamente e morre num leito de hospital.

Me diga você se isso não é ridículo. Morrer assim, do nada? Parece até brincadeira. E sua aula que você estava atrasado pra assisti-la? E sua caminhada que foi interrompida no meio do caminho, como terminá-la? E sua saúde que era de ferro e repentinamente você se vê num hospital sobrevivendo com ajuda de aparelhos, como isso foi acontecer? Parafraseando e completando Pedro Bial, “morrer é uma piada” de muito mal gosto.

No entanto, a reflexão que cabe é, levando em consideração que podemos morrer a qualquer momento por peças que os percursos da vida nos prega, você já fez tudo que devia ter feito até hoje antes de sair de casa? Disse, além disso, demonstrou o quanto ama as pessoas que são importantes? Brincou com seu gato ou seu cachorro? Deu aquele beijo apaixonado naquela pessoa que você escolheu pra ter no dia-a-dia?

Lembre-se sempre, a partir do momento que a gente nasce a gente está morrendo aos poucos.

Álvaro Correia.