Literatura juvenil e formação pessoal
Carla Bitelli
42

A minha lista é a de formação de um fã de ficção científica e outras literaturas de genero e de um cultor do fantástico de um modo geral:

Histórias de Sherlcok Holmes, de Conan Doyle e O Tesouro de Tarzan, de Edgar Rice Burroughs. Os dois livros foram os primeiros que li por conta própria, quando tinha por volta de 13 anos. Resultado: acabei lendo todos os livros do Tarzan e do Sherlock Holmes e a partir daí, li muita coisa nos generos policial e de aventura. Curiosamente, O Tesouro de Tarzan tinha sido traduzido por Manuel Bandeira e editado por Monteiro Lobato.

Alice no País das Maravilhas e Alice no Reino do Espelho, que me despertou uma paixão pelo surreal e pelo absurdo, muito comum no mundo onírico, que perdura até hoje.

Dentre os policiais há um que me impressionou bastante, chamava-se O Jogador Adversário, de Ellery Queen. O livro era centrado num jogo de xadrez onde o detetive era representado pela rainha das peças pretas, e o vilão era um peão branco que no final do jogo alcançava a oitava casa e se tornava uma rainha.

Eu Robô e Nove Amanhãs, de Isaac Asimov. Livros que me tornaram um fã de ficção científica.

O Despertar dos Mágicos, de Jacques Bergier e Louis Pauwels. O livro é um conjunto de ensaios sobre o que os autores chama de realismo fantástico: fenômenos inexplicáveis, magia, ufologia, alquimia, etc.. Isso me colocou na senda mistica e esotérica em que ainda estou inserido.

Quincas Borba, de Machado de Assis. Havia detestado Dom Casmurro (que me disserem que li muito cedo, com 14 anos), mas este romance o redimiu.

E, por fim, Avalovara, de Osman Lins. Um romance com um estrutura não linear e labiríntica que me fascinou.

One clap, two clap, three clap, forty?

By clapping more or less, you can signal to us which stories really stand out.