
Capitão América: Guerra Civil
Crítica
O filme mais aguardado do ano, finalmente tem sua estreia nos cinemas nacionais e diga-se de passagem, é um filmaço de super-herói! A nova produção dos irmãos Anthony e Joe Russo (Capitão América: O Soldado Invernal) consegue superar a grandiloquência e beleza de seu filme anterior de forma colossal, não só porque vai adaptar um dos melhores arcos da Marvel, mas pela experiência e forma que os diretores conseguem conduzir o longa. É fantástico! De imediato, podemos perceber a diferença entre as HQs e a adaptação cinematográfica, nos quadrinhos são 7 edições do arco, fora o conteúdo que vem antes e as consequências da guerra (bote leitura aí). Capitão América: Guerra Civil é um filme acima da média para os filmes de super-herói e um longa decente para as HQs, não faz feio em sua adaptação e tem umas saídas criativas interessantes para a motivação do embate entre os dois heróis. Em sua sinopse sabemos que a divisão dos times (Capitão América e Homem de Ferro) se dá por um acordo, conhecido como Acordo de Sokovia (devido as destruições dos filmes passados), no entanto, a motivação maior para a briga é na verdade o amigo de infância de Steve Rogers (Chris Evans), Bucky Barnes (Sebastian Stan), acusado de vários crimes como “O Soldado Invernal” a arma da Hydra na década de 90. É por esse gancho que se inicia a sequência. O governo, através do Homem de Ferro (Robert Downey Jr.), são a favor do acordo e querem prender Bucky e qualquer um que se opor a eles. A beleza da criação dos diretores e toda sua equipe está em como contar uma história de divisão na equipe mais poderosa da Terra (Os Vingadores) sem chatear da criança ao idoso, e isso eles conseguem fazer de forma primorosa. O longa consegue passar uma carga dramática na medida, assim como o alivio cômico para quebrar a serenidade no momento oportuno, só a Marvel sabe fazer isso. Além do que, a divisão por cidades na narrativa foi uma solução acertada pelos diretores, eles conseguem costurar pontualmente a política, ação e comédia e também introduzir e desenvolver alguns personagens que terão filmes posteriormente, como Homem-Aranha (Tom Holland) e Pantera Negra (Chadwick Boseman), os dois personagens roubam a cena, o Pantera Negra é muito bom e o Aranha é muito promissor, consegue passar a naturalidade de um adolescente que está conhecendo seus poderes, sua participação no filme não tem o mesmo peso das HQs, porém o garoto faz bonito nas cenas de ação e brincadeiras do Cabeça de Teia. Figurinha carimbada no filme dos russos é a sua forma peculiar e fenomenal de gravar takes de ação, são cenas rápidas, bem coreografadas e que não se perdem na grandeza da produção, principalmente, na cena do aeroporto que é estupidamente linda, linda, linda (muitas coisas boas e referências acontecem aqui). Apesar de ser um filme do Capitão América, eles conseguem apresentar bastante coisas do Homem de Ferro, coisas que não tínhamos visto no cinema e outras utilizaram como resolução no 3º ato (Luta final). Sem dúvida nenhuma, um dos melhores filme de Herói já visto e produzido até aqui.
ÓTIMO!