Dunkirk

Crítica

Alvaro Triano
Jul 28, 2017 · 2 min read

O cultuado cineasta inglês, Christopher Nolan (A Origem, Trilogia Batman — O Cavaleiro das Trevas, Interestelar), consegue mais uma vez entregar uma experiência única no cinema. Dunkirk é um filme quase experimental em relação as produções que estamos acostumados a ver na telona, principalmente quando se trata do gênero Guerra (O Resgate do Soldado Ryan melhor filme). Com seu estilo meio Kubrickeano, Nolan lança sobre o espectador um cinema de imersão, seja pela terra, ar ou água, sua preocupação maior é a história em questão, onde mais de 300 mil soldados foram resgatados da praia de Dunquerque na França (II Guerra Mundial), fato este que ficou conhecido como Operação Dínamo. A não linearidade dos filmes de Nolan é quase que um trunfo para o sucesso de suas produções (Interestelar é um caso), em Dunkirk este recurso narrativo está presente em três linhas temporais: 1h no ar, onde acompanhamos o piloto Farrier (Tom Hardy) abatendo os Spitfire alemães, 1 dia em alto mar, com civil britânico Dawson (Mark Rylance) e seu filho, abordo de um barco de passeio, cuja a missão é ajudar a resgatar o exército britânico, e 1 semana na praia, onde o jovem soldado Tommy (Fionn Whitehead) tenta encontrar um escape do horror da guerra. O filme é implacável no sentido técnico, a fotografia de Hoyte Van Hoytema é esplêndida, aliada com a trilha tensa e ensurdecedora de Hans Zimmer, o design de som e mixagem de som perfeitos que chega a ser palpável, devido as diversas camadas que possui e junto com a tecnologia de câmeras IMAX filmado em 70 mm e efeitos práticos (quase 100% do filme), teríamos uma obra sublime, se não fosse a falta de protagonismo que o longa apresenta. Dunkirk é um filme que se preocupa com o contexto e não com quem vai carregar essa responsabilidade perante o público. Nem a presença do famoso vocalista da boyband One Direction, Harry Styles (no filme o soldado Alex), conseguiu vincular o carisma da narrativa. Dunkirk é um espetáculo cinematográfico, sem dúvida nenhuma, e Nolan um dos maiores diretores da atualidade, no entanto, o filme não é uma obra-prima.

7/10 — BOM

Alvaro Triano

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Publicitário - Designer - Multimídia - Crítico de Cinema (poser) e Comunicação Digital. Me siga @zadoq

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