O Homem de Aço

Crítica

É com grande alegria que começo essa crítica, o filme do diretor Zack Snyder (300, Watchmen, Suck Punch), com certeza, é o melhor Blockbuster de 2013 no quesito adaptações de HQ’s. Mesmo considerando que Man Of Steel é um Reboot (Filme recontado do início), podemos destacá-lo como uma obra belíssima de composições visuais (Bem no estilo “Árvore da Vida” — Terrence Malick , 2011), principalmente nos flashback de Clark ao recordar sua infância, adolescência e juventude, antes mesmo de se tornar Superman.
 Muita gente critica Christopher Nolan por suas explicações detalhadas, porém eu como fã do diretor, exalto essa capacidade dele de sempre deixar o telespectador por dentro de cada cena, de cada diálogo, que por mais complexo que seja estará esclarecido no filme. Muita gente tinha dúvidas em relação as questões filosóficas e religiosas do longa, porém como todos nós já desconfiávamos, kal-El é sim “O Messias” (Jesus Cristo) no filme de Snyder, a idade de 33 anos, as referências bíblicas na igreja (imagens de fundo) quando Clark conversa com o padre, tudo no filme nos leva a essa afirmação, o próprio mito do herói revela essa “semelhança”, já que, ele veio para ser o salvador da humanidade (ou conquistador na visão de Kripton), alguém sobre-humano como o próprio Jor-El diz no início do longa: “Ele será como um DEUS para eles”.
 A dupla Zack e Nolan deu muito certo para o futuro da DC Comics nos cinemas, essa ideia de tornar os heróis mais realistas é uma fórmula que tem dado certo nas telonas, começou com a espetacular trilogia de “Batman”, e agora “O Homem de Aço”. O realismo do filme está centrado nas explicações concisas do planeta Krypton em relação a origem do herói, o que favorece seus poderes na Terra, não de forma exagerada, já que o Superman não ergue um continente, ele realmente faz muita força ao erguer uma plataforma de petróleo, em determinada cena até sangra diante de Zod.
 A atuação de Henry Cavill (Superman) é boa, realmente ele se encaixou bem no papel do patriota americano de Kansas, porém temos que reconhecer que o vilão “General Zod” de Michael Shannon é impecável como um militar, em certo ponto até esquecemos que ele é um vilão, pois seus ideais estão centrados na salvação do povo de krypton.
 Outra coisa fantástica no filme são as cenas de luta (estilo Michael Bay), ninguém filma takes de luta como Snyder, o cara manda muito bem e além do mais inovou legal nas tomadas de voo (Superman aprendendo a voar é muito bom) e na escolha de não usar “Slow Motion”, tipo assim, prepare-se para cenas ala “Dragon Ball Z” (Some aqui aparece lá hehe).
 Ainda Tem muita coisa para falar do filme, são muitas simbologias a serem decifradas (não quero deixar SPOILERS rs), são muitas análises, é um filme pioneiro por trazer as telonas a história mais detalhada de Krypton, por apresentar um uniforme em forma de roupa de guerra (E sem cueca ao lado de fora) e por reapresentar este grande herói ao público de uma maneira inovadora e única. Parabéns Zack Snyder e Christopher Nolan, essa parceria tem dado resultado.
 O filme é muito bom! Recomendo!

ÓTIMO!