Planeta dos Macacos: A Guerra

Crítica

Em seu terceiro e último filme na franquia Planeta dos Macacos, o competente diretor Matt Reeves consegue transformar um filme, que tem como base a revolução dos símios, em um embate político-ideológico. Planeta dos Macacos: A Guerra vai tratar de forma humanizada os dramas de seu protagonista Caesar (Andy Serkis), em detrimento de uma guerra que na verdade nem acontece. É o filme mais melancólico dos três. Neste longa acompanhamos Caesar em sua jornada em busca de um lar para sua espécie, sua preocupação maior são os macacos e a sua família, no entanto, ainda é assombrado pelo espírito de seu general koba, que o induz a uma guerra contra o coronel suicida (Woody Harrelson) pela preservação dos macacos. O diretor é extremamente competente em entregar um filme esteticamente bonito e bem filmado, a ajuda da técnica de Motion capture (Captura de Movimentos) é fundamental para dar as expressões necessárias ao seu protagonista e humanizar os macacos, ao mesmo tempo em que desumaniza os humanos. Planeta dos Macacos: A Guerra, apresenta referências claras aos genocídios dos dois últimos séculos em sua narrativa, sua qualidade técnica é assombrosa. É nítido que o roteiro de Mark Bomback traz referências ao Êxodo bíblico, vivenciado por Moisés em sua luta pela retirada dos Hebreus das terras dos Egípcios, e faz de Caesar seu símio libertador. A Guerra é um filme onde macacos são mais humanos que os homens.

7/10 — BOM

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