Warcraft: O primeiro encontro de dois mundos

Crítica

“Warcraft: O primeiro encontro de dois mundos” é a porta de entrada dessa nova era dos Games para a telona. O novo filme do bom diretor Duncan Jones (Lunar e Contra o Tempo) tem uma pegada de fantasia mais nos moldes de Crônicas de Nárnia, do que Senhor dos Anéis, porém, isso não faz do filme algo desastroso ou ruim. Jones consegue fazer um filme bom e competente, dentro dos padrões de sua detentora Blizzard, com o intuito de contar a história de dois protagonistas em dois reinos distintos. Warcraft baseia-se no primeiro jogo de 1994 e começa sua linha narrativa através de uma batalha entre um humano e um Orc, dando sequência para a família de Durotan (Toby Kebbell), chefe de clã e protagonista da parte dos Orcs. Durotan luta pela sua família, assim como seu povo e vê no mago líder um opressor dos orcs. No lado dos humanos temos a figura do general Lothar (Travis Fimmel), que é o espelho de Durotan nas convicções de família e povo. As motivações do longa vem da batalha entre Orcs e Humanos, originado da saída dos Orcs de Draenor e a invasão a Azeroth, assim como nos games, não existe vilões ou mocinhos, os dois lados possuem suas convicções onde o público pode se apoiar. O que o receptor pode estranhar é essa áurea de “bonzinho” que os Orcs apresentam, afinal, fomos apresentados aos Orcs sanguinários e sombrios de Peter Jackson, mas isso é só um detalhe que fica ofuscado por tamanho perfeccionismo do CGI, a aparência das criaturas é perfeita, Jones contou com uma nova tecnologia de captura de performance que possibilitou uma textura direta dos Games para o cinema, dando fidelidade em sua criação. A trilha sonora de 
 Ramin Djawadi em certos momentos lembra Hans Zimmer em “Homem de Aço”, muito boa! A única falha que podemos encontar dentro de toda essa belíssima apresentação plástica de Warcraft é o seu roteiro raso e previsível, Charles Leavitt e Duncan Jones escreveram esse script de forma apressada, a historia é muito atropelada pela entrada de novos cenários e os personagens são apresentados de forma instantânea, sem tempo para criar laços emotivos, fora as reviravoltas que são desenhadas na tela. Acredito que Warcraft é um bom filme para fãs da franquia e que vai precisar de muito mais para manter as suas possíveis continuações.

6/10 — BOM