X-Men: Apocalipse

Crítica

X-men foi e continua sendo a minha equipe de super-heróis preferida, comecei acompanhar a saga através da série animada da década de 90 e fui para as HQs buscar mais conteúdo. A cada leitura ficava maravilhado, assim como a maioria, meu personagem preferido era o Wolverine. É triste ver um filme desses heróis icônicos tão mal feito e sem a essência do que é ser X-men, não vou tirar o mérito de Bryan Singer (Diretor) e Simon Kinberg (Roteirista e Produtor) que introduziram os filmes de super-heróis ao cinema por meio dos mutantes em 2000, no entanto, naquela época éramos menos exigente e foi uma vitória para os Nerds, estávamos mais preocupados em comemorar do que apontar os defeitos. Estamos em 2016, temos a oportunidade de assistir, novamente, um filme dos mutantes na telona, todavia, “X-men: Apocalipse” é tão decepcionante que nem chega a valer o ingresso, é tão decepcionante quanto o vilão Apocalipse (Oscar Isaac) que não tem aquela imponência das HQs, é tão decepcionante quanto o roteiro fraco de Kinberg que procura colocar em evidência a estrela do momento Jennifer Lawrence (Mística) como a líder provisória ou o espelho dos novos X-mens, tão decepcionante quanto os efeitos de CGI que parecem estalinhos de São João nos raios de Tempestade (Alexandra Shipp), tão decepcionante quanto a luta de Fera (Nicholas Hoult) e Psylocke (Olivia Munn) e outras coisas decepcionantes que de tanto falar “decepcionante” vou acabar dando um spoiler. Enfim… o novo filme de Bryan Singer (X-men, Superman: O retorno) vai tratar do primeiro mutante da história “Apocalipse”, desde a sua transformação no Egito até o seu despertar nos anos 80. Sua motivação para atacar os humanos se dá pelo simples fato de se considerar um deus, pretendendo criar um novo mundo onde só os mais fortes sobrevivem, lógico e evidente que Charles Xavier (James McAvoy) e seus pupilos vão ser contra o vilão e tentar impedi-lo. O desenvolvimento dos personagens iniciantes como o jovem Ciclope (Tye Sheridan) e a jovem Jean Grey (Sophie Turner) perde espaço para Jennifer Lawrence que ocupa praticamente todo o tempo de tela. Felizmente, alguma coisa boa acontece nesses 146 min, e sim! É o fenomenal aparecimento de Mércurio (Evan Peters) para salvar o filme (literalmente), sua cena é fantástica novamente, tão grandiosa e tão engraçada quanto a do longa passado (Dias de um futuro esquecido). Fora isso, nem Wolverine (Hugh Jackman), nem a cena final ou a cena pós-créditos salvam esse desastre. Minha convicção de que “X-men: Primeira Classe” é o melhor filme dos mutantes continua, talvez seja pelo fato de Bryan Singer não ter dirigido.

4/10 — REGULAR

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