Do Livro ‘Attract Women through Honesty’

Quando se pensa em estudar algum tópico, nunca se pensa em estudar a subjetiva experiência romântica e sexual de cada um de nós. E porque não?

Há dois anos, quando comecei a ler livros sobre a psicologia feminina e como interagir com mulheres no âmbito sexual, deparei-me com muitos ‘insigths’ e questões em aberto. Foi o início de uma jornada interessante de mudança e crescimento pessoal, inesperadamente. Porque os livros que são realmente bons acerca do sexo feminino, abordam muito mais que meramente as conhecidas ‘pick-up lines’. Estes livros partem da premissa que a atração de uma mulher é influenciada e despoletada por certos comportamentos, traços de caráter, entre outros. Comportamentos e traços de caráter esses que só são conducentes com uma desenvolvimento integrado de nós mesmos enquanto seres humanos.

O autor do livro, Mark Manson, começa por abordar a atração e a sexualidade do ponto de vista da Psicologia Evolucionária. Segundo esta perspetiva, as mulheres evoluiram para se sentirem atraídas por homens que apresentassem elevado ‘valor de sobrevivência’. Por outras palavras, homens cujos comportamentos, potencial e estilo de vida indicassem grandes possibilidades e capacidade de assegurar a sua sobrevivência e a dos filhos que eventualmente tivessem.

A partir desta definição muito específica, Manson explora questões como:

· Medo da rejeição que os homens enfrentam quando abordam pela primeira vez as mulheres e ao longo da interação até ao início da relação

· Demografia, que significa que a idade, o ambiento social profissional, o local onde vivemos desempenham papeis importantes nas oportunidades que se tem para encontrar potenciais parceiros

· Etc.

Quando comento com as pessoas acerca do que leio nestes livros, a reação é sempre a mesma: isso é falso, estás a objetificar as mulheres… e a minha preferida: ‘AS MULHERES NÃO SÃO TODAS IGUAIS’. Ora o raciocínio subjacente é o seguinte:

· O comportamento humano é imprevisível. Ainda por cima no contexto do romantismo e do sexo.

· Portanto não há fórmula secreta e geral para ‘atrair consistentemente’ mulheres.

Ora, a maior parte das vezes, é responsabilidade minha porque não comunico bem as minhas ideias e reflexões. Contudo, as coisas não são bem assim. Costumo refutar ao anterior argumento com o seguinte

· O jogo de xadrez tem um número limitado de movimentos possíveis e de peças. Porém, a possibilidades de jogadas são infinitas, indeterminadas!

Ora acontece o mesmo quanto à sexualidade e ao que toca a atração: há certos padrões e leis que estão subjacentes à multiplicidade e infinitude de comportamentos das mulheres. Isto não invalida que as mulheres sejam todas diferentes. É óbvio que as mulheres são todas diferentes. As mulheres são pessoas. E as pessoas são todas diferentes. (é uma ideia radical, eu sei).

Por último, o autor refere um aspeto importante: a comunicação. Muitas vezes temos dificuldades em expressar bem o que pensamos e sentimos. Como podemos transmitir as nossas intenções (beijá-la, …) sem sermos agressivos, sem fazê-la sentir-se desconfortável ou insegura? Como é que conectamos connosco próprios e com a nossa própria riqueza emocional de uma forma saudável e calibrada socialmente? Quando digo ‘riqueza emocional’, refiro-me à consciência de como nos ‘sentimos’ e como ‘experienciamos’ a vida na nossa interação diária com ela.

É uma obra importante neste sentido.