A vacina a serviço da indústria farmacêutica

Não é difícil ver por aí pessoas fazendo campanhas contra a vacinação, como se a vacina não tivesse nada a ver com o combate a grandes males - como a polio e a varíola.
Mark Zuckerberg certa vez postou, em seu perfil, uma foto levando sua filha para vacinar, o que causou reboliço em seus comentários. Muitas opiniões divididas entre “parabéns!” e “Mark é financiado pela indústria farmacêutica!”.
Eu não cheguei a acompanhar treta por treta, mas vi que tanto na gringolândia quanto no Brasil os argumentos para ser contra a vacinação são, no geral, os mesmos. Em especial, a ideia de que devemos “pensar por nós mesmos” e “buscar a verdade”, como se bastasse fazer o que a maioria da população faz (vacinar) que você fosse automaticamente uma ovelha alienada.
Eu tenho uma notícia para lhes dar, conspiracionistas: ciência não é questão de “pensar por si mesmo”, é questão de objetividade. Se sua subjetividade está atrapalhando sua noção quanto aos dados objetivos e factuais da realidade, o mínimo que você pode fazer, caso tenha amor próprio, é procurar um terapeuta.
Como diria um amigo:
“O problema dessas pessoas ‘que pensam por si só’ e que ‘buscam a verdade’ é que elas são bastante seletivas pra encontrar evidências.
Achou um cientista maluco que diz o que eu penso? Nossa, esse cara deve estar falando a verdade!
99% diz que o que eu penso é mentira? BIG PHARMA HOLDING US DOWN.
Se os que dizem serem céticos fossem mesmo, aplicariam o mesmo ceticismo pra ambos os lados e tentariam corrigir os próprios bias e não achar que a opinião que têm é verdade revelada.”
Enquanto você continuar escolhendo a dedo suas “evidências”, você pode até estar pensando por si mesmo, mas com toda certeza não está fazendo um esforço sequer para encontrar alguma verdade.