Almeida Júnior e o caipira brasileiro

Quando se tem um pouco de interesse ou amor por esse enorme Brasil, alguns caminhos visuais começam a aparecer nas leituras sobre nossa diversidade cultural, um desses caminhos é oferecido pelo pintor Almeida Júnior, um dos grandes pintores brasileiros da segunda metade do século XIX.

Almeida Júnior, O violeiro, 1899, Óleo sobre tela, 141 x 172 cm, Pinacoteca do Estado de São Paulo.

Almeida Júnior foi um daqueles pintores brasileiros, que ao longo de sua vida e ofício conseguiu preservar um dos patrimônios mais importantes para qualquer cultura, a história de seu povo, além do registro dos ritos, saberes e jeitos de fazer do caipira brasileiro.

Almeida Júnior foi um brasileiro, que conseguiu trabalhar com maestria temas regionais do interior de São Paulo, além de construir um rico acervo sobre nossa cultura caipira, alguns de seus quadros conseguem representar de uma forma encantadora as diversas cenas dos caipiras, que ajudam a propor possibilidades sobre a história da arte brasileira, ainda em processo de consolidação.

Almeida Júnior, Caipira Picando fumo, 1893, Óleo sobre tela, 202 x 141 cm, Pinacoteca do Estado de São Paulo.

Em seus quadros, podemos ver gestos tão singelos e interioranos como “picar o fumo” que carregam consigo um fio condutor de muitas histórias, em sua síntese, apresentando a cultura do caipira brasileiro, que mesmo depois que alguns séculos é presente em muitas cidades brasileiras.

Com uma vida simples, o caipira representado, vive a partir da lida rural, pelo plantio e cultivo para seu sustento e morando em casas feitas de barro e madeira (pau a pique).

Almeida Júnior, Amolação Interrompida, 1894, Óleo sobre tela, 200 x 140 cm, Pinacoteca do Estado de São Paulo.

O registro cotidiano feito por Almeida Júnior tem a capacidade de criação de um caminho de reflexão sobre um dos traços que definem a identidade da cultura brasileira, até então não explorada na representação temática destas cenas regionais e cotidianas.

One clap, two clap, three clap, forty?

By clapping more or less, you can signal to us which stories really stand out.