O belo e a estética na geração snapchat

Como conceitos como o belo e a estética são ferramentas interessantes para analisarmos alguns fenômenos sociais como o isolamento digital e o excesso de informação na geração snapchat.

Tirando um pouco do pó desses conceitos clássicos da filosofia moderna e utilizando eles em discussões atuais, conseguimos identificar como independente da época em que vivemos, o ser humano vive em busca de identificação, legitimação de sua existência social e construção de redes de proteção emocional.

Olhando para este app, o snapchat, que abriu um novo caminho para a comunicação instantânea, não somente pela velocidade de troca de informação, mas podemos ver também como ele usa dessa essência de instantaneidade na desconstrução da ideia de memória, coleção e arquivo. Pois o app exclui a base de imagens e textos gravados em poucas horas.

Em um contexto digital em que o excesso de informação está cada dia mais sufocando os usuários em um universo de dados, o filtrar se torna necessário. Entretanto mais que isso, a diminuição da produção de conteúdo, a limitação do acesso à ele, além da exclusão automática conduz para um caminho mais inteligente.

Em sintonia com essa autonomia do usuário em conseguir escolher o tempo e quem terá acesso as suas postagens, chegamos à outra reflexão.

A definição clássica do ideal de “beleza e moralidade”, começa a fragmentar-se e entramos em um espaço de realidade cotidiana, de exploração da apresentação dos defeitos humanos, das inseguranças e dos medos, até então escondidos em outras redes sociais.

Com uma autonomia exponencial na construção de conhecimento, acesso a cultura universal com trocas com pessoas de contextos, regiões e saberes completamente diferentes, além de novas formas de interagir com as pessoas. A geração snapchat lida de forma bem diferente com a exposição dos defeitos, inseguranças e medos.

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