O Arqueiro

Aguça a visão para seu ofício

Impunha o arco, prepara a flecha

É já ancião, mas treme como no início

Pois sua mira permanece incerta

O velho arqueiro vê seu gesto repetido

Em cada novo aprendiz desse esporte

E aguarda para ver surpreendido

A face do novato ainda comedido

Perceber que atirará flechas até o dia de sua morte

O alvo não se alcança

Está lá para que atire na direção correta

Pois mesmo parecendo arqueiros, cada um, idoso e novato

Somos na mão de outro, flechas