Diálogo de fila de espera

Essa semana, estive em uma das agências do Banco do Brasil da minha cidade, que costuma ter um atendimento demorado e burocrático, um saco! - o banco, não a cidade. Mas, por sorte, conta com duas pessoas atenciosas e prestativas na equipe. E a equipe é grande. Vista de fora, mais de dez pessoas.

Conheci seu Pedro, quando cedi meu lugar enquanto aguardávamos chamarem nossas senhas. Pouco depois, surgiu um lugar para sentar ao seu lado. Sabia que ia demorar, sentei. Seu Pedro me ofereceu chicletes - antes de começarmos a falar qualquer coisa, então já eliminei a hipótese de ganhar chicletes por estar com mau hálito. Vai saber! Aceitei, agradeci. Começamos a conversar. Ele, de cabelos branquinhos, tom de voz muito suave. Algumas críticas sobre o suporte ao cliente nesse banco; negligência. Perguntou sobre minha família. Descobrimos que conhece meu avô, foram colegas de trabalho. "Encontro de gerações", eu disse. Ele concordou.

Chamaram minha senha. Enquanto eu aguardava mais um pouco, já na mesa, ouvi uma mulher se oferecer para trocar de senha com seu Pedro, para adiantar o atendimento dele. Seu Pedro aceitou. Em seguida, ofereceu chicletes a ela também. Sorrimos os três. E aí ela lançou um clichê, que circula muito pelas redes, pelos muros: "gentileza gera gentileza!". Cê tem razão, moça. Repetidamente faz ainda mais sentido.