ILEGÍVEL
o silêncio da madrugada inunda
a inquietação sob a carne do ser.
um suspiro, à meia-luz:
que caminho é este que faço?
a certeza de outrora é só mais uma peça
no cantinho superior do quebra-cabeça.
como um céu azul, em que uma imagem se forma sem esforço,
apenas segue o roteiro.
bem, aqui não há roteiro.
há, no máximo, um esboço mal desenhado.
nunca me dei com desenhos.
seria possível a um rabisco ser a arte final?