Sou tão fraca e teimosa as vezes. Insisto em pensar que posso viver sem magoar as pessoas ao meu redor, mas isso não está sob meu controle.
Meu conjunto de palavras ingênuo fez fluir a descoberta de um caos silenciado, que acabou atingindo várias pessoas. Indiferentes para mim, por mais que o laço sanguíneo nos una. Mesmo com tamanha indiferença, a tristeza e ódio de mim mesma me bateram. Nem todos necessitam de proteção.
Sou fraca por não conseguir me entender e sempre pensar na mesma solução de sumir, e teimosa por não ir atrás do conforto que necessito.
Mais uma vez me isolei, tentei ir atrás de conforto, mas nunca acho merecido. Dessa vez a solidão me acabou, fez meu peito gritar por ajuda e me sufocar, fazendo com que nada restasse além de lágrimas e o desejo incontrolável de sumir. Me tranquei num cubículo de dois metros em meio a essa situação e só desejei ter alguém do lado, um peito para deitar e fluir toda a angústia que me perturbava, isso me torna mais fraca. Me sinto estúpida por achar que sempre necessito de alguém, eu sei que é preciso, mas nunca vou atrás de conforto. Pela primeira vez tentei, mas o fardo cada um carrega sozinho, minha angústia eu carrego só.
Uma ligação perdida me fez gritar silenciosamente “por favor fica e me escuta”, sou fraca demais para pedir esse agrado. Hipócrita demais para buscar o que sempre ofereço, ajuda.
Meu velho desejo bateu a porta de forma tão cômoda, continua tentador. Um dia me renderei a você, quando não mais pensar na dor de quem irá ficar.
Uma estúpida, ridícula e perdida, querendo um colo sem a coragem de pedir. Me alimento com a esperança de receber um carinho inesperado, uma companhia de última hora.
Ofereço tudo aquilo que um dia eu espero receber, porque eu sei que é bom, faz um bem. Agora estou perdida.
Não quero um colo que me oriente, só que me faça descansar.
