[Título que irá atrair sua atenção para ler este artigo, em moldes publicitários, prometendo algo espetacular, mas é só um texto.]

Não se pode dizer que a ciência tenha, enfim, desvendado todos os mistérios e respondido todas as nossas perguntas. Se por um lado, procuramos a razão em tudo que fazemos, pensamos e escolhemos, por outro, existe uma intuição humana que pode, por vezes, ultrapassar a razão lógica. Afinal, somos humanos e não uma fórmula matemática.

Procuramos planejar nossa vida de maneira prática e objetiva a todo momento, cumprindo metas e colocando prazos para a nossa realização e, pior, para alcançar a nossa felicidade. Tratamo-nos como uma reles programação computacional, que segue suas regras e que se não as cumpre é porque apresenta mau funcionamento.

E passamos a “exteriorizar” essas metas e regras para as pessoas ao nosso redor de maneira grotesca: criamos expectativas para as pessoas, diminuindo toda a humanidade do outro a uma reles, novamente, programação computacional. “Cumpra isso, que cumpro aquilo”.

Mas para dificultar essa lógica e para massacrar qualquer expectativa, surge algo a que não fomos blindados e muito menos somos ensinados a lidar.

E arrasta toda e qualquer razão de todo nosso universo e nos deixa vulneráveis como a terra ao ser atingida por uma onda gigante. Ficamos em carne viva, expostos, pequenos. Ao mesmo tempo que sentimos que nada de ruim poderá acontecer.

A ciência pode ter explicado muitas coisas… mas eu ainda prefiro me ater à imprevisibilidade do amor.

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