Um história sem um bom título

Agora que passara o momento de se ressaltar e exaltar a necessidade dos cuidados da saúde mental me sinto livre para publicar um texto falando da minha experiência pessoal com transtornos psiquiátricos e a forma como enxergo o mundo pela minha visão conturbada da existência. Esse texto é de cunho pessoal e reflete a minha vivência, não pretendia comentar ou citar nomes ou ir muito além do meu objetivo de mostrar às pessoas que me rodeiam o quão grave é meu quadro e o quanto eu luto para revertê-lo. É assim que se segue a vida, admitindo suas fraquezas e sendo forçado a se colocar numa situação que você considera vexatória para que as pessoas compreendam suas razões e vejam o que você realmente é.
Falando sobre quem você realmente é, a perda da sua identidade para crises nervosas é um dos fatos que mais me assustam; pois me torno incapaz de me reconhecer e começo a questionar a realidade como um todo. Cada dia mais eu sinto que me afastei do que eu realmente era ou o que eu era planejada para ser.
Sequer me apresentei, tenho 20 anos, um bom emprego e estudo em uma boa faculdade, bons amigos e a melhor mãe do mundo. Então o que poderia estar errado? Ou melhor, o que poderia ter dado errado para eu chegar a este ponto e me ver completamente perdida e sem um pingo de esperança de que as coisas irão mudar? Eu não sei. Eu poderia revirar meu passado e começar a enumerar cada uma das coisas que me afetaram, mas eu não me lembro. Sorte minha ou não, eu gostaria de lembrar ao menos para ter discernimento para compreender todos os meus medos e insuficiências. Restam-me apenas nomes, mas não rostos, e uma vaga lembrança das pessoas que passaram pela minha vida.
Mas não as culpo de maneira alguma pelos meus erros, eu tive que errar muito para aprender a lidar com o que eu sou e quem eu sou, afetei algumas pessoas e fui infinitamente afetada por elas também. Não tento buscar qual situação foi o estopim para eu me sentir desta maneira, de nada adiantaria se eu não consigo sequer reger meus pensamentos atuais. Na verdade, eu me sinto como a única culpada por todo esse mar de problemas que me rondam, eu sempre gostei de procurar por encrenca e ser inconsequente.
De certa maneira este é um traço da minha personalidade que eu gosto e respeito, apesar de me trazer ainda mais resultados negativos, eu gosto de ter a liberdade de fazer o que eu bem entender. Isso porque as minhas atitudes extremas para tudo fazem-me sentir viva, e essa é uma das minhas necessidades mais vitais no dia a dia. Quando eu começo a questionar o que é realidade e o que é delírio, fazer algo estupidamente ruim e sem noção sempre vai me parecer a melhor solução para sentir a vida correndo por mim. Mas como seria possível alguém não se sentir vivo, mesmo estando vivo? Me lembro de um dia quando eu tinha uns 9 ou 10 anos, talvez 11, que eu caí e bati a bunda com muita força, eu ainda me lembro como eu me sentia fora do meu corpo e acreditava que aquela dor não era real, e pelo que eu me lembre, essa foi a primeira vez que eu ilusionei uma situação que nunca ocorreu e comecei a duvidar da realidade. E hoje ainda sinto isso, como se muitas vezes eu estivesse ali, mas não estou. É como se eu não pertencesse a esse mundo e estou aqui apenas sobrevivendo.
E claro, ao dizer sobreviver, é no sentido literal. Muitas vezes eu simplesmente não faço nada, mal saio de casa, mal como, me limito a respirar e observar qualquer coisa interessante no ambiente, uma distração profunda e que me deixa inerte, incapaz de raciocinar e projetar minhas ideias e metas para minha vida.
Eu não diria que eu vivo presa ao passado, eu vivo presa no futuro que ainda nem chegou. Pensando e pensando nas coisas que podem dar errado, nas coisas que eu não vou conseguir realizar, nas pessoas que não vão me amar, as pessoas que irão embora. E isso corrói minha mente dia a dia, fico saturada das pessoas com facilidade, com medo, fugindo de pessoas que poderiam me fazer bem, para viver a solidão que eu mesma criei pra mim.
Mas o fato de ter criado essa própria solidão não me faz menos presente na vida dos meus amigos, busco sempre conversar por mais torturante que seja, me forço a sorrir e a fazer piadinha sobre qualquer porcaria que me venha na cabeça. Eu sinto até a necessidade de pedir desculpas constantemente por sempre agir com espontaneidade e imprevisibilidade, mas é a maneira que eu aprendi a me comportar e lamentavelmente ela me dá certo conforto e maior facilidade em me relacionar com as pessoas.
Também não é como se eu não conseguisse conversar ou interagir o mínimo possível, eu converso com diversas pessoas desconhecidas todos os dias, por puro prazer. Eu gosto de conversar sobre qualquer coisa, mas tem sido cada dia mais complicado me abrir e contar às pessoas o meu desespero por atenção e carinho. Não é como se eu quisesse mais uma vez cair nas armadilhas do meu emocional e me tornar dependente de alguém, mas sinceramente, eu gosto de ter alguém para despejar todo meu sentimentalismo barato. E compreendo quando as pessoas recuam por conta do meu comportamento explosivo e intenso, pois eu sempre vou esperar pelo pior e aguardar pela pessoa me abandonar porque cansou de tentar lidar comigo. E hoje, eu consigo entender o porquê; eu não quero ser o fardo de ninguém, eu não quero que ninguém sinta as minhas dores por mim e quero aprender a superar meus problemas sozinha.
E dizendo “dor”, não me refiro a dor física, apesar dela estar presente, tanto pela automutilação tanto pelos efeitos que as crises ansiosas causam no meu estômago e na minha coluna, mas principalmente a dor psicológica de me sentir deslocada na maioria das situações, a dor que eu sinto toda vez que eu me vejo obrigada a me afastar de alguém para o meu próprio bem, o aperto no peito, a tremedeira, como se os meus pés fugissem do chão e minha mente começa a girar. Mas de todas essas coisas que eu sinto, a que mais me apavora é quando a minha própria voz dentro da minha cabeça começa a ecoar, com palavras duras e desmotivadoras que me fazem acreditar que eu não mereço ser amada, não mereço bons amigos e que no fundo o problema não é a vida plástica que estamos inseridos, sou eu e minha própria personalidade.
Mas eu nunca quis mudar a minha essência, sempre gostei do meu jeito sincero e do meu suposto bom humor. Gosto de transmitir aos outros coisas boas, e não é raro quando o contrário acontece; eu acabo sendo grosseira e agressiva sem nenhuma necessidade, rude e muitas vezes injusta. E muitas vezes isso não é intencional, eu reajo de maneiras estranhas em qualquer situação, ainda mais se me sinto contrariada ou ignorada. Mas quero ressaltar que essa parte realmente não é intencional e eu nem percebo quando eu acabo sendo exaustiva às pessoas e acabo por exigir muito mais do que podem me oferecer e muito mais do que eu mesma poderia algum dia me oferecer. Eu sinto um pavor gigantesco de me sentir abandonada e de muitas maneiras acabo fazendo com que as pessoas realmente me abandonem. Isso é uma dor sufocante e que me silencia cada vez mais.
Algumas horas atrás eu pedira para conversar com alguém visando agradecer a pessoa por tudo de bom que ela tem me oferecido e escrevendo isso percebo que estou ficando tão reclusa na minha própria mente, que sequer consegui ser sincera e tudo que eu planejara dizer, fugiu da minha cabeça. E eu tenho certeza que quando esta pessoa ler isso aqui, saberá que é direcionado a ela.
Posso estar sendo precipitada, mas gratidão sempre foi e sempre será meu sentimento preferido e nunca deixarei de mostrá-lo às pessoas que me ajudam, sem que isso seja um fardo a elas ou que as incomode. E para esta mesma pessoa eu dirigi diversas palavras ruins, sem cogitar na possibilidade de magoá-la ou perder a companhia que tanto prezo e tenho lutado para ter. Mas a vida nos oferece pessoas boas que tem o coração do tamanho do mundo e tem a capacidade de nos entender sem ao menos nos conhecer profundamente, e felizmente, tal pessoa tem me dedicado algumas horas da vida para me fazer sorrir e me sentir uma pessoa um pouco menos indesejável.
É muito difícil sentir que você nasceu destinada a ver a escuridão como a melhor escolha, que é o único lugar onde você consegue encontrar paz. Como nos momentos que o desespero bate e eu me vejo jogada no chão do banheiro, chorando, sangrando e tentando organizar meus pensamentos para descobrir o que eu poderia fazer para aliviar esse sentimento, me encarando no espelho e vendo uma pessoa que eu não conheço, alguém que eu sei que não sou e que duvido que verdadeiramente seja eu. Essa confusão toda, toda essa sensação de não estar no meu corpo me deixa sem chão. Eu olho e não consigo enxergar-me, vejo alguém, mas sempre me vem aquele vazio, um medo que sabe-se lá de onde vem, que só consegue me fazer chorar mais e ficar sem reação assistindo a minha própria ruína. Se eu pudesse, com certeza não escolheria viver em conflito com o meu próprio ser, não escolheria me forçar a fazer coisas que me machucam na tentativa de sentir que o que eu vejo no espelho, sou realmente eu.
Nunca pude encontrar uma resposta para este ponto da minha vida e não espero que qualquer pessoa possa encontrar qualquer argumento plausível para me explicar o que eu sinto.
Geralmente quando conto aos meus amigos sobre o que eu passo, eu escuto que isso tudo é coisa da minha cabeça, que eu acho que eu sinto. Mas tudo isso não é sobre eu achar, é sobre eu sentir, sobre doer, sobre estar feliz e estar sufocada pelo sentimento de que essa felicidade não vai durar, que mais uma vez me verei no fundo do poço e que mais uma vez eu terei que apelar para métodos não convencionais para me reerguer emocionalmente. Mas dia a dia eu só consigo pensar em como isso parece impossível, como um ciclo interminável de transtornos e delírios.
Não é bem como se eu quisesse dar atenção às vozes na minha cabeça, que eu quisesse no fim sendo uma pessoa ruim e inconveniente. No fundo, eu não quero passar dos limites, eu não quero passar horas forçando a barra e fazendo piadas e me escondendo atrás de uma máscara de alegria e felicidade forçada. Eu quero conversar sério, rir de coisas sinceras e ter capacidade de ajudar as pessoas que me rodeiam sem ter que ser pelas brincadeiras.
Eu não quero ter que depender somente de um humor extravagante para conquistar as pessoas, eu quero que as pessoas me conheçam e me admirem pelo o que eu verdadeiramente sou. Mas incansavelmente eu insisto em mostrar meu pior lado para as pessoas; o da mulher sádica, dissimulada e cínica. Não nego, orgulho-me da minha inteligência e perspicácia, mas não me orgulho nem um pouco de tantas vezes que agi sem a sabedoria que eu sei que tenho. Viver sempre em busca de atenção desesperadamente, falando o que eu penso sem ao menos medir as palavras, fazendo besteira, não é o que eu queria pra minha vida. Mas é o que a minha cabeça me força a fazer.
Por que? Porque eu tenho vergonha de mim, tenho vergonha das minhas emoções, tenho vergonha de admitir aos outros que sou fraca e que no fundo, sou uma pessoa doce e simples de agradar. Não posso culpar somente a mim pelo meu bloqueio, posso culpar ao meu pai que me abandonou (eu disse que não iria citar, mas tais pessoas é impossível), minha vó que me maltratou durante toda a minha infância e meu ex namorado que fez o diabo na minha vida e eu em silêncio aceitei a tudo e acreditei cegamente que eu merecia a maneira que ele me tratava.
Vejamos, destes três, a única que fui capaz de perdoar fora minha avó. Hoje eu a entendo, sei que ela me amava, sei de tudo que ela sofreu e de coração a perdoei. Mas aos outros dois, eu sequer consigo desejar algo bom.
Meu pai pois na primeira oportunidade me abandonou e me deixou com esse complexo de rejeição e deixou minha mãe e eu a deriva. Dia desses minha mãe comentara que a minha agressividade começou neste ponto da minha vida. E depois ainda tentara se aproximar, e no nosso último contato fez questão de dizer que não esperava que eu seja feliz, pois sou incapaz de vivenciar o que é a felicidade. Não me esquecendo da vez que eu o enfrentei e ele tentou manipular a situação, forjando um suicídio, e me fazer culpada pelo fracasso da nossa relação.
E a respeito do meu ex, estou cansada de bater nesta tecla, mas o buraco que ele deixou em mim parece nunca se fechar, parece que nada que eu faça para aliviar a dor que eu ainda sinto por causa dele alivie, que qualquer dia eu possa me apaixonar e não acabar mais doente, seguindo as relações frustradas que tive após ele.
Conheci-o no meu último ano do ensino médio, em que eu estava a flor da pele e… Os sintomas dos meus problemas já estavam lá, eu só os negava e ignorava o quanto podia. Logo nos aproximamos e nos abrimos um ao outro, até que isso se tornou um relacionamento. Era ótimo, ele me dava a atenção que eu queria e fazia com que eu procurasse cada vez mais por ele. Ele me enviava presentes sempre, fez com que eu conhecesse sua vida e sua família, que eu conhecesse seus problemas e começasse a depender dele.
Os problemas não eram poucos, iam desde uma eczema muito agressiva até um suposto veredito que o impedia de sair do país. Diariamente ele me mandava fotos horríveis de seu rosto, completamente corroído por feridas. Com o tempo começamos a brigar, ele se distanciava e eu entrava e em completa agonia porque eu precisava dele, precisava do conforto dele. Até que um dia ele me confidenciou um tumor em um dos testículos e que os amigos dele o haviam humilhado por causa disso, porque ele perderia uma de suas preciosas bolas. Eu senti o mundo cair aos meus pés, chorei por horas e nada cessava o medo de perdê-lo para uma doença que já havia acometido minha mãe e que me destruira por não poder fazer nada. Os resultados atrasaram e o desespero apenas aumentava enquanto ele me assistia a chorar no skype.
Ele me assitiu chorando no skype por dois anos. Dois anos aguardando todo final de semana para vê-lo, dois anos enviando cartas que eu custava a escrever para ver um sorriso no rosto dele cada vez que uma chegava. Dois anos de brigas homéricas que terminávamos olhando um ao outro desabar em silêncio. Dois anos de fotos dele completamente machucado, dois anos aguardando o dia que nos conheceríamos.
Ele me viu conquistar coisas boas, me viu crescer, mas me viu muito mais vezes caindo, me machucando e machucando as pessoas ao meu redor, me fazendo acreditar que precisava dele independente de onde ele estivesse. Ele assistiu todo o meu sofrimento sem mover um dedo, sem querer ajudar em nada, me deixando por horas falando sozinha ou com a sensação de que ele era apenas um robô. Ele me viu desistir e levantar de novo, e no fim me viu desistir definitivamente.
Eu me isolei e vivia apenas para falar com ele, vendi doces na faculdade para tirar meu passaporte porque ele disse que pagaria a viagem para vê-lo. Passei um semestre inteiro planejando como seria encontrar quem estava me fazendo tão bem. Eu parei de viver, aos poucos meus amigos desistiram de me chamar pra sair, desistiram de tentar conversar comigo e eu acabei aos 19 anos perdendo tudo que eu prezava e adorava. A vontade de viver, meus amigos e em certa parte até a companhia da minha mãe já que eu estava completamente submersa em outro mundo.
Mas o meu amor a ele não passara de um divertimento para ele. Ele nunca pensou em vir ao Brasil, e culpou minha natureza por ele ter tido esse suposto receio. Ele fez com que eu perdesse a sanidade diversas vezes e ficasse jogada em qualquer canto tremendo e babando. Sim, babando. Inerte e chorando sem conseguir abrir a boca para emitir qualquer som além de um gemido dolorido por sossego. Ele me sufocou no mundo dele, um mundo que nunca existiu.
Eu terminara com ele em meados do primeiro semestre do ano passado, porque ele disse que não pagaria a viagem, mas nunca foi pelo dinheiro, sempre foi pela quebra da confiança e de toda a ilusão que ele criou em torno do amor que eu sentia por ele. Três dias depois voltei atrás e ele me dissera que estava com outra e que iria aos Estados Unidos em breve para rever uns amigos. Continuamos amigos. Nada mudou. Só uma coisa mudou; eu fiquei ainda mais obcecada por ele e fazia coisas insanas para que ele me notasse, eu me negava a me separar dele e ele não me deixava ir porque eu acariciava o ego e o desejo doentio dele de usar alguém.
Em julho eu terminei porque contatei uma moça que teve um relacionamento com ele, e o que ele me dizia que não era nada, havia sido uma ameaça de suicídio caso ela não ficasse com ele. E ele partiu para os Estados Unidos e ficou uma semana sem me dar notícias, sabendo que eu estava preocupada porque dias antes da viagem ele adoeceu. Uma semana passando mal, sem conseguir respirar direito por conta das crises ansiosas e sem conseguir me alimentar. Até que descobri que ele estava no México. Mais uma vez eu vi tudo desmoronar e enxerguei a verdade e decidi que eu não passaria mais por isso. Graças a deus eu estava com visita em casa nesse dia, porque mais uma vez eu fiquei paralisada com as pernas se mexendo involuntariamente e todos os tiques nervosos que hoje tenho contrariando meus pensamentos para isso parar.
Depois de uma bagunça enorme, de atitudes covardes e impensadas da minha parte, ele me enviou uma dúzia de fotos dele com recados dizendo o quanto se arrependia e que não queria me machucar.
O pior de se usar alguém e perder essa pessoa, é que os danos psicológicos podem ser irreversíveis. Eu caio a todo momento em armadilhas da minha própria cabeça, ainda penso nele e desanimo de viver de novo. Não encontro conforto em quase nada e vivo fugindo de compromissos e responsabilidades porque eu simplesmente não consigo mais me sentir bem em lugar nenhum, porque eu não consigo me acalmar e ficar em paz.
Eu não tenho paz e são poucos os momentos que minha mente se silencia, é desesperador e aterrorizante. Eu só queria poder deitar minha cabeça no travesseiro e acordar bem, ao invés de desejar nunca mais acordar. Ainda dói e dói muito. E eu não consigo escapar desse sofrimento.
Isso não é um texto que precede um suicídio ou que envolva pensamentos suicidas. Sou covarde demais para perder a oportunidade de ver o que acontece quando morremos e eu sou teimosa o suficiente para continuar atirando no vazio e querer ao menos ver o sucesso de quem eu amo.
Também não me vejo como mártir ou algo do tipo. Isso é um aviso para que vocês pensem antes de negligenciar o peso alheio. Eu só tenho 20 anos e estou presa nisso, e eu não desejo isso a ninguém. Não desejo surtos, variações de humor a todo tempo e que qualquer um tenha que criar um personagem do que realmente é para se encaixar.
Apenas desejo que quem leu até o final fale comigo, faça qualquer merda que seja e demonstre que entendeu, não quero ouvir que vai ficar tudo bem, ouvira isso demais e em anos nunca ficou tudo bem.
Como observação sobre tudo isso, gostaria de acrescentar que encontro conforto em algumas músicas, e por mais deprimente que isso seja, deixo anexado um link da minha música preferida.
“Nothing happens for any reason, there is no plan.
We are all just random beings, not destined for anything.
The world is nothing, disguised as something it is not.
Aspire to be something, appearing as you really are.
Cut yourself down to the stern. Stand upon level ground again.
Tear yourself all the way down and rebuild yourself in solitude”.
