de quando em quando.

Só acontece de quando em quando 
Quando o riso vira pranto 
E o pranto torna a ser riso 
Pra disfarçar o que se sente 
Esconder o que sabe.

Mente 
Quem aceita que pode viver 
suas dores sozinha.

Só acontece de quando em quando 
Quando dor vira verso 
E o verso vira dor 
Quando se fala de verdades 
Indizíveis

Mente 
Quem acha que pode reconhecer as dores 
E viver sozinha

Faz verso então, 
Poesia. 
Escreve nas paredes, 
nas janelas do ônibus, 
Mais versos 
No verso dos maços de cigarro.

De quando em quando 
Do riso se faz poesia 
Mas sempre do choro 
Se desfaz o vazio 
Nos versos malditos

Da alma resumida 
A não saber falar suas dores.

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