Espelhos

O casal chegou em casa após um dia de trabalho exaustivo. Ele um pouco antes que ela. Ainda era fim de tarde. Os filhos ainda estavam na escola. Chegariam de condução daqui a uma hora e meia.

Quando ela chegou, ele ainda estava de sapatos. Se abraçaram e deram um beijinho doce, como faziam a cada reencontro. Como foi seu dia? Veio bem? Eram as perguntas de sempre. Não era rotina. Eles de fato se importavam.

Vou tomar um banho antes das crianças chegarem. Disse a esposa após beber um copo d’água com seu marido. Quer companhia? Ele arriscou, mesmo já sabendo da resposta. Ela apenas sorriu um sorriso de negativa, apertando os lábios. Não queria nada agora, mas também não gostava de rejeitar seu marido.

Ao entrar no banheiro ela chamou seu marido. Não um chamado libidinoso, mas um de surpresa. E lá juntos, viram que o espelho do banheiro estava no chão e não na parede. Havia um recado da babá das crianças, dizia que o filho havia tentando tirar o espelho e o parafuso que o prendia ficou frouxo. Ela preferiu não pendurar de volta. Ok, melhor assim.

Depois eu penduro. Vou precisar de umas ferramentas. Dizia o marido analisando o furo, enquanto atrás de si a esposa tirava a roupa para entrar no box. Pelo canto do olho o marido observou tudo através do espelho no chão, que dava uma perspectiva diferente das curvas que ele tanto amava.

Ela reparou e sorriu. Seu safadinho, deixe eu tomar banho. Falou ela pedindo pra ele sair. Após alguns minutos do banho rápido o telefone dela tocou. Era do trabalho dela. Prontamente ele levou o celular ao banheiro, esquecendo de bater na porta.

Para a surpresa de ambos, lá estava a esposa, se observando no novo angulo do espelho. Ela estava ligeiramente curvada, observando seu bumbum agora bem maior que em sua adolescência. Com as mãos ela afastava as nádegas, deixando exposto seu ânus e os lábios grossos da vagina.

Ela exclamou um “OH!” e ele ficou paralisado. Desculpe amor. Ele disse enquanto voltava a fechar a porta. Não queria deixá-la envergonhada. Mas a imagem que viu pelo espelho já o havia excitado. O silêncio era cortado só pelo som do celular. Numa mistura de vergonha e excitação, ela buscou a mão dele na porta quase fechada do banheiro. Espera. Disse com a voz sibilante.

Ele entrou novamente sem conseguir esconder o sorriso. O que você estava olhando? Ele perguntou enquanto a abraçava, deixando o celular tocar na prateleira.

Meu corpo. Mudei muito desde que nos conhecemos. Ela dizia em seu ouvido, abraçados.

Você sabe que que é a mulher mais linda que já conheci. Ele respondia, acariciando seus cabelos, tentando controlar o impulso das mãos em buscar áreas mais erógenas.

Você me faz sentir assim. Obrigada. Ela sorriu, escorregando suas mãos para a virilha dele e encontrando um volume fora do comum no lugar. Você e este cara aqui. Ela apertou seu pênis, fazendo ele gemer de prazer.

Suas mãos desceram e ele agarrou sua cintura, a beijando no pescoço, e desceram mais ainda indo até a parte mais baixa de suas nádegas, acariciando-as, massageando-as vigorosamente, separando-as e apertando-as de forma gentil.

Ela o afastou repentinamente. Simulou um tapa em seu rosto. Pare. Você quer apenas me usar para gozar. Disse cobrindo os seios com as mãos e cruzando levemente as pernas. Seu excesso de peso fazia suas curvas ficarem mais acentuadas, transformando aquela visão em algo extremamente excitante para seu marido.

Não é verdade. Você sabe que não é. Ele dizia sem saber ao certo se respeitava sua rejeição ou se insistia em avançar. Ficou no meio do caminho.

Mentiroso. Ela respondia sem parecer muito brava, nem muito provocativa, segurando e apertando o pênis e saco do marido que já mal cabiam nas calças. Você só quer gozar. Insistia ela.

Quer que eu te prove? Arriscou ele. Mesmo querendo penetrá-la e gozar dentro dela mais que tudo na vida. Duvido. Ela respondeu.

O marido tirou a camisa. Na hora de tirar o resto da roupa o fez olhando fundo nos olhos dela. Mesmo o reflexo do espelho refletindo o bumbum dela com aquela perspectiva pra ele. Se manteve firme e não desviou o olhar nem por um instante. Seu pênis saltou da cueca como um animal desesperado em busca de ar. Estava grosso, com veias saltando e a cabeça vermelha pulsava encarando a esposa.

Faça o que quiser. Não vou gozar hoje. Estar com você… na vida ou na cama, não se trata só de gozar. Disse ele sem saber direito o que estava fazendo. Ela sorriu sentindo um misto de prazer e curiosidade. Pensou um instante em como enlouquecer seu marido e provar que ele não se controlaria.

O puxou pela mão até o quarto. Colocou-o no centro da cama, deitado de barriga pra cima. Seu pênis estava rígido apontando para o teto. Ela curvou-se e deu um longo e úmido beijo na cabeça vermelha e quente do pênis dele. Calma que ainda nem comecei. Disse ela saindo novamente do quarto e voltando em seguida com o espelho do banheiro.

Puxou a cadeira do quarto olhando para o marido e colocou o espelho um pouco inclinado para o lado. Ele conseguia agora se ver um pouco de lado, mas de baixo para cima. Olhou seu saco para ter certeza de que não estava com os ovinhos roxos já, de tanta vontade de gozar.

Ela foi até a penteadeira e achou um frasco de gel lubrificante. Colocou um pouco nas mãos e deixou o frasco na cama ao lado dele. Esfregou as mãos e em seguida lambuzou o pênis duro e quente de seu marido, fazendo-o gemer de prazer. Ela o agarrou bem na base do pênis e estrangulou o membro com força. Não vai gozar não é? Soltando após ele assentir com a cabeça.

Pode me ver por trás? Disse ela enquanto montava sobre ele. Ele novamente assentiu com a cabeça, dando sinais de que até mesmo falar exigia forças que agora estavam concentradas noutro objetivo. Ela sentou em seu colo mais para frente que o de costume, deixando o pênis dele entre suas nádegas, um pouco para dentro um pouco para fora. O jogo a deixava excitada como a muito tempo não se sentia.

Começou lentamente indo para cima e para baixo e para rente e para trás, provocando o pênis do marido com o bumbum. Apesar de nunca ter se sentido segura com esta parte de seu corpo, sabia que seu amado era um grande fã. E a raridade com que o deixava brincar assim, faria daquilo algo muito excitante.

Subiu e desceu vários vezes. Olha lá. Pedia ela para o marido apontando o espelho atrás deles. A visão era de fato incrível para ele. E as sensações o estavam levando ao ponto sem retorno. Por outro lado, o jogo, a gostosa tortura do marido a estava deixando terrivelmente excitada. Sentia toda sua região da vagina úmida. O clítoris inchado gritava para ser ferozmente massageado. Ambos recorriam a contrair seus músculos pélvicos fazendo suas virilhas se contraírem numa espécie de combate do prazer. O pênis dele pressionando cada vez mais as regiões mais profundas das suas nádegas enquanto seu esfincter anal se trancava numa espécie de defesa contra invasão.

Após vários minutos ele e ela estavam prestes a explodir. Ela se abaixou e o beijou longamente na boca. Pode gozar. Disse ela sorrindo para ele. Os dois liberaram suas forças numa explosão de gozo e alívio. Dela jorrou um pulso quente de de prazer que precorreu todo seu corpo, enquanto ao mesmo tempo ela sentia o jorro físico e fervente do marido dentre suas nádegas lambuzadas de gel lubrificante.

Exaustos, se permitiram deitar por mais meia hora antes de correrem para tomar banho; antes das crianças chegarem. Naquela noite, o casal de filhos perguntou por que o espelho do banheiro estava guardado no quarto dos pais.


Gostou deste conto? O prazer do homem e da mulher funcionam de formas bem diferentes, mas gosto de pensar que se completam. De certa forma para se aprimorarem, o homem acaba buscando o auto controle, enquanto que a mulher busca se libertar do seu.

Não é uma jornada fácil ou curta alcançar um equilíbrio sexual no casamento. Mas como todo bom livro, ou boa transa, não se trata do final, mas do caminho.