Amanda Lima
Feb 23, 2017 · 1 min read

é uma paixão estranha mas, ainda assim, compreensível. acho que todo mundo precisa desse momento em que pode se sentir dominante, algo como um sentimento de superioridade diante da vida que nos arremata e da nossa pequenez, já que somos milhões de ser humanos “iguais”, e todos submetidos a morte. Eu vejo no seu personagem, com esse êxtase de ter a visão sobre os órgãos mortos de outras pessoas, e imaginar as coisas que ele imagina, o exemplo de um desses momentos de superioridade que eu dizia, pelo personagem possuir o controle sobre aqueles corpos, que nem os seus próprios “donos” podem possuir mais. E, também, o fato dele não pensar quem irá “preparar” o corpo dele no caso de sua morte, me faz imaginar, que o seu personagem não se vê submetido a morte, como os outros ser humanos, ele é quase um companheiro dela, e por isso, ele se afasta das pessoas comuns, e podemos dizer, se considera um quase deus. Nada contra, como disse, eu acho que as vezes esse sentimento é necessário.

Obrigada pelo conto! Vou acompanhando porque me identifiquei muito com o seu estilo de escrita.

    Amanda Lima

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    "Se toda a vida complexa de muita gente se desenrola inconscientemente, então é como se essa vida não tivesse existido." (Diário de Tolstoi, 1897)

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