estou enlouquecendo.

as batidas do meu coração se encarregam de me lembrar que este é mais um dia. mas, meus versos indicam que a proliferação do meu estado atual condiz com a perda de algo irreparável. meus pensamentos me engolem, atualmente, desde a semana passada. carrego em minha alma, algo que não sei bem explicar mas que está por hora, esta doendo muito. não sei mais ser imensa, altiva, intelectual.

me pego em devaneios horripilantes, onde a morte é a minha melhor companhia, e ela me leva para conhecer lugares incríveis, e ao mesmo tempo, medonhos. mas o que me deixa estagnada, é que não quero fugir. e eu sempre quis correr dela, mas agora é diferente. acho que estou mergulhada nesta dor miserável, onde a lucidez deixou de me acompanhar ou eu que a mandei embora sem a chance dela me pedir algumas desculpas esfarrapadas.

me olho no espelho e percebo que estou sem pentear o cabelo a dias, estranho que eu nunca mais o usei solto, desde a semana passada. em baixo, perto da minha nuca, há um nó no meu cabelo. tento desfazê-lo, mas me parece impossível. então, avisto uma tesoura em cima da pia do banheiro, ao lado do meu pente, e corto esse nó. penso o quanto seria mais fácil se eu conseguisse fazer isso com a minha dor. corta-la e não poder senti-la nunca mais.

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