Jul 30, 2017 · 1 min read

quem sabe algum dia eu tente ser menos carne, olhos, detalhes e poros do sol.
quando a música não fizer mais efeito e a ansiedade de novo não me quebrar tanto, eu tento.
há muito de mim no azul e muito azul dentro de mim. os olhos das pessoas ainda me causam medo e minha mãe teima em dizer que é preguiça. às 11:00 da manhã meu corpo ainda pede colo. mas não entendem.
minha mão esquerda é mais fraca que a direita e me chamam de destra. eu nunca entendi. fraqueza tem nome? se sim, eu deveria me chamar destra. destra da silva.
às 18:00 da noite minha cabeça sempre dói, o remédio não faz mais efeito assim como meus pedidos desesperados por paz. eu, nessa hora, me deito e fecho os olhos o máximo que consigo — talvez seja uma tentativa de enxergar o que acontece por dentro.
