O início da História

Amanda San Juan
Sep 4, 2018 · 4 min read

Meu nome é Astrid Magnidatter, sou uma filha de Vestenmannavnjar, trabalho para a Liga de Velen, faço parte da Liga dos Exploradores, nasci em uma família Carl e os Deuses falaram comigo. Sou uma Skald, uma contadora de histórias.

Acredito em nossa Wyrd, o nosso destino, meu futuro está escrito pelos Deuses e assim deve ser, quando alguém parte para o descanso final, acredito que é porque sua hora finalmente chegou, seu destino foi completo e a pessoa finalmente se juntou aos seus familiares, bebendo hidromel e contado a história de suas vidas, portanto não há motivo para lágrimas quando alguém parte… afinal, não é devido à morte que a pessoa deixa de viver pelas nossas memórias.

Veja bem, começo minha história falando sobre a morte, pois é justamente assim que ela começa, com a morte de uma grande amiga… Magda Müller. Assim como rege nossa wyrd, todo fim traz um novo começo. Magda foi uma mulher forte, tão feroz quanto um urso, tão sagaz quanto uma raposa, tão dócil e gentil quanto qualquer mãe pode ser.

Eu a conheci quando trabalhava com as finanças da Liga de Velen, ela entrou voando pela minha janela, uma verdadeira Valquíria quebrando a janela de vitral de minha sala, atrás dela estavam dois homens, largos como ursos. Eu a vi, seus olhos brilhavam como quem maquina algo, talvez uma maneira de enfrentar aqueles dois em pé de igualdade. Foi neste momento que meu destino cintilou para mim, me levantei em um salto e com minhas mãos bati a cabeça dos homens uma contra a outra. No segundo seguinte, com sua Panzerhand pronta para o combate, mais quatro homens pularam para dentro do cômodo. Saímos cheias de hematomas, porém vitoriosas. Foi como se fossemos amigas de toda uma vida. Mas é claro, isso é apenas uma de grandes aventuras que tive ao lado de Magda.

Fui convidada para seu funeral, em Eisen lugar amaldiçoado com monstros e pessoas entristecidas, num eterno luto pelos que foram tirados deles, por causa deste dia, conheci nobres aventureiros que, assim como eu, vivenciaram um pouco da grande coragem de Magda Müller. Finn Mac’Flyen, um homem pequeno, mas de coração enorme; Sir Thomas, um misterioso nobre em busca de sua honra; A jovem Natalia, uma garota que parece ser muito mais velha do que aparenta sua idade e finalmente Rolf Kurt Sigrid, um homem justo que foi corroído pela dor do luto. Também conheci Ulli, o amante de minha amiga, um homem grande e poderoso.

Junto com esses heróis e um barril da mais fina cerveja eiseniana, fomos ao cemitério prestar as devidas homenagens à nossa falecida amiga, o fato de ser tarde da noite em um país abandonado pelos deuses e amaldiçoado com mortos vivos foi mera coincidência, pois quando chegamos no túmulo de Magda ele se mostrou violado, com um homem sangrando ao pé da cova… O local não fora violado por mortos ou magia negra… mas por vivos, tão vivos quanto eu e você, tão vivos quanto o fogo que crepita na lareira.

Uma mulher tão grande quanto eu nos emboscou, com uma Panzerhand tão afiada quanto garras, esmagou duas de minhas costelas enquanto eu estava desprevenida cuidando dos ferimentos do homem que encontramos, foi uma luta dolorosa, porém rápida. Um dos comparsas da gigante Ursul praticamente caiu sozinho e se manteve inútil durante toda a luta. Já a própria Ursul não conseguiu ser tão feroz quanto mostrava sua reputação, não passando apenas de uma gatinha atrapalhada quando a piada pegou. Durante essa luta, novamente vi minha Wyrd brilhar nas estrelas, todos neste grupo terão seus nomes escritos nas grandes histórias, seremos conhecidos como grandes heróis, serão estas as histórias que contarei no meu lugar de direito no Valhalla.

Assim que derrotamos aquele pequeno contratempo, descobrimos que os vilões foram contratados por alguém. Enquanto eu levantava a grande Ursul, para brindarmos aquela bela luta com um com de cerveja, Valentim, este era o nome do homenzinho patético que caiu sozinho e não foi capaz de nada na luta inteira, disse-nos que fora contratado por um homem de identidade misteriosa. Eles deveriam roubar a bengala de Magda pois havia algo dentro dele… um segredo. Graças à Ulli, também descobrimos que a dita bengala estava em posse da filha de Magda, sendo assim, ela deve estar no mínimo correndo um grande perigo.

Será que este ataque ao túmulo foi apenas para nos tirar a atenção de um plano ainda mais maligno?

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