Amanda Cunha
Sep 8, 2018 · 1 min read

A vida é fluida como água
esvaindo-se pelos dedos das mãos
e que pela consciência de tê-la,
enrijecemos o punho,
e ela se esvai
lépida e desnorteada.

A vida é para ser vivida e não para ser examinada.
Teorizar sobre a existência é olhá-la
como sujeito-observador ao objeto
e fazê-la não modificada no tempo e no espaço
— insensibilizar a vitalidade da vida.

É por isso que a felicidade está no espírito obediente
que aceita ou nega sem um porquê
Que não divaga na tentativa de encontrar explicação para tudo.
Ei-la ai para amar!
Numa entrega obstinada.

Ai daqueles que aventuram-se no caminho dos porquês
que o nega o sentir pelo medo do talvez
Do finalismo que obscurece
Da sistematização que fragmenta
Das mãos rudes que podendo abarcar espalma o pouco que tem!

    Amanda Cunha

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    Joguei esta garrafa no oceano, com a esperança do náufrago de que, algum dia, alguém a encontre.

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