
A Lenovo preparou uma surpresa na hora certa
Com aparelhos rompendo barreiras estratosféricas de valor e bom senso, é bom que alguém se lembre de nós, mortais
O Moto G é um queridinho de público desde a primeira geração, vocês sabem.
Então não seria nenhuma reinvenção da roda dizer que o aparelho amadureceu bem, assim como o meu pai, que acabou de fazer 50 anos, mas joga tênis quase todos os dias e tem um físico mais resistente do que os da galera na academia pra qual eu me arrasto dia após dia.
E já que é pra rasgar uma seda danada, porque o bicho merece, vou começar com o defeito do Moto G4 Plus: O preço. Quer dizer, é mais uma condição do que um defeito, certo? Porque a indústria de Tech não quer que você ache R$ 1.499 uma fortuna, com flagships por ai beirando os R$ 4 mil, tratados como verdadeiras barganhas, vide Apple e Samsung.
É como se ambas dissessem, “olha, nosso aparelho é tão foda, mas tão foda, que vamos fazer o FAVOR de te permitir experimentar tamanha vanguarda tecnológica, por míseros 4 pau, Vlw, flw”. Muito que bem, porque trouxa a gente não é. Então aqui vai um tete de usuário esperto, pra marca antenada: A Moto by Lenovo, ao menos com a família G, soa justa.
Sim, porque cobrar um barão e meio — que devem virar pouco mais de R$ 1 mil em breve, já que seu lançamento tem mais de 3 meses — por um aparelho de processamento rápido, software fluído, reconhecimento de digital instantâneo, câmera acompanhada de um sensor de boa qualidade, tela quad HD e quick charge por esse preço, é difícil de achar, mesmo se você peneirar as opções da concorrência na mesma faixa de preço.
Mas não digo tudo isso do Moto G4 Plus depois de testar por um mês o aparelho emprestado pela Motorola e que para ela será devolvido. Eu digo porque as pessoas à minha volta perguntaram “desse aparelho ai na sua mão”, pediram um teste de poucos minutos pra matar a curiosidade e depois se impressionaram tanto quanto eu.

É bastante óbvio que a Lenovo quer pegar, assim, um filão de clientes com a mesma filosofia de uma concorrente, a brasileira Quantum: tratando o cliente com mais respeito, por favor.
Claro que são empresas diferentes, com produtos diferentes e histórias diferentes. Mas a premissa é, à primeira prova, idêntica.
E muito provavelmente isso fez com que a Fabiana, o Felipe e o Fernando comprassem um aparelho, cada um.
Porque além de serem meus primos, no caso dos dois primeiros e meu chefe, no caso do último, eles são usuários com características bem diferentes — Fabi e Felipe saíram, ambos, do iPhone 5C e Fernando de um Moto X Geração 1 — mas um objetivo em comum. Ter um aparelho ótimo (não bom, observem, ótimo), com um preço justo, o que talvez conquiste a Jessely, usuária da Apple, ex-colega de trabalho, leitora do blog, fanática por Game of Thrones e que está com a mão coçando pra atirar seu iPhone no lixo.
E também comigo, porque não sou bobo e estou isso aqui de comprar um.

PS 1. A Quantum já anunciou seu segundo smartphone, o MÜV, que empolga e traz até uma versão Pro, mas não tem tela quad HD, nem quick charge, pelo menos de acordo com os detalhes já divulgados. A favor deles, além da simpatia de um público conquistado pelo Quantum GO, que cobrava pouco e entregava até tela Amoled, conta um design interessante da novidade, assim como seu antecessor.
PS 2. Não é nada pessoal, Samsung, to até empolgadão pra saber do sensor de íris que vazou para a nova geração do Galaxy Note, mas só de imaginar o preço no Brasil, já bate aquela malemolência. O lançamento global do produto, de qualquer forma, está marcado pra o próximo dia 02/8.

PS 3. A BlackBerry bem que tentou fazer um auê em torno do DTEK50, mas a gente sabe que eles tão mortinho da silva. O Engadget descobriu que o aparelho é uma versão [mal]repaginada de um modelo Alcatel e o Michael Nuñez, do Gizmodo US, disse que a empresa “parece já ter desistido de tudo”. Apesar de decepcionado, tanto quanto todo mundo, fanboy da BlackBerry que sou (sim, mesmo falida), ME APAIXONEI por essa capinha do modelo, disponível na loja americana da empresa.
PS 4. A Apple bateu 1 bilhão de iPhones vendidos. É.