Preciso de uma amiga


Sempre fui daquelas de que: “minha amizade à mim bastava”. E na real, agora não sei se só me basto. Meus amigos se encontram em fases diferentes da minha e me pergunto: “será que sou tão amiga assim?” A sensação de afastamento é continua e reflexiva. Penso que até não me suportam, conviver com pessoas assim, te axfia.

Essa história de “meu melhor amigo é o meu amor” sempre esteve presente no meu imaginário.

Talvez, tenha focado nessa história e esquecido de que: “meus melhores amigos são meus melhores amigos”. São fases diferentes, pensamentos diversos e a sensação de não demonstrar enorme. Que sociedade é essa que não demonstrar amizade e amor é questão de ser forte?

Por isso hoje eu escrevo, com medo, com receio de ser errada, com vontade de mudar o que eu nem sei. Por isso, as vias que possibilitam e transformam o não demonstrar em demonstrar, são vias sem saidas. Com becos e ruas estreitas. Onde o final não é o que desejamos que seja, muito menos o que imaginamos. O final é, não importa se mudarmos o trajeto.

Gostaria de dizer: “eu sou eu, gosta de mim fica, não gosta sai”. Não quero que ninguém vá embora, quero que todos fiquem. Demonstrando parceria. Acho ainda fora de alcance uma amizade em que uma pessoa esteja junto pro que der e vier.

Talvez essa amizade seja chamada família, seja pai e mãe.