Primeira segunda de férias.


Ao refletir sentada no sofá, sem provas, trabalhos e demais estresses, percebo que somente assim eu posso me aprofundar em temas da vida.

Me considero uma pessoa vivida, mas principalmente porque sempre fui vívida. Sobre conhecimento? Não precisa ser teórico para ser o melhor, precisa ser vivido. Aliás essa palavra norteia minhas principais questões atuais.

Descobri, já sabendo, que era persitente e impaciente. Entre esses dois, descobri algo maravilhoso que se chama coletividade.

Há cerca de tres anos, ouvi um discurso de Steve Jobs em uma formatura de uma Universidade de renome nos Eua. Nesse discurso, ele enfatizava a questão de “conectar os pontos”. Arriscarei em interpretar não pela forma de auto- ajuda, mas sim pela forma de autonomia nesse artigo.

Dessa forma, veio a ansiedade de encontrar os pontos para arranjar um sentido na minha vida. “Onde estão os pontos, Universo?” Me perguntava.

Nesse período passado, me prontifiquei a me encontrar na minha futura profissão. Seguir os passos de minha irmã. “Eu vou conseguir X”. Assim, passo a passo fiz, sozinha. Fui rejeitada 5 vezes. A persistencia entra aí. Tornando em mim uma avidez constante em ser a primeira a saber as X, omitir a informação sobre X e até um medo de descobrirem que estava em busca do X. A impaciencia entra aí.

Até que um dia, como se por um descuido, entreguei. Entreguei a minha busca pelo X e assim, descobri que esse X já havia sido descoberto. E muito antes de mim. Assim, senti-me uma burra. Todo aquele segredo estava alí descoberto. Aí entra a coletividade.

Penso, a coletividade ligou meus dois pontos porque abriu meu mundinho. A coletividade me fez perceber que “a estrada vai além do que se vê”. Los hermanos, a banda, já sabia sobre isso. Tanto que “Os irmãos” são um conjunto e estão em plural.

Conectei os pontos. Cheguei onde quis. Estou apenas na superfície. Estou não. Estamos.