Feb 25, 2017 · 1 min read

“A máscara das quatro estações”(1909) por Walter Crane
A Quinta Estação
Verão para os frígidos
Deixar permear
Como areia faz em todo lugar
Ser sereno e salgado
Perseverante como língua de mar
Primavera para os depreciados
Florescer não vem de regar sozinho
Água e amor vem de regador
E todo terreno que abraça a flor
Outono para quem possa renascer
Fênix das pontas dos galhos
Todo dia é dia de cair
E retribuir ao sair dos frangalhos
Até satisfazer o nosso eterno faquir
Inverno para fadar o calor
Egoísta, irado, imperador
Não esturriquemos a paz coletiva
Combustível pra queimar um povo
Incêndio é pra cuspir cinza
Colorante pra plantar de novo
