zonnegloed por emile claus, 1905

é manhã azul. nas frestas luz, a poeira dança ao som de yamandu, coração vibra com as cordas do violão. os pontos dourados da pele ressonam, refletem aos olhos dando luz à íris, iluminando a alma.
como quem brinca em calendoscópio, transporta em si as motivações. em cada ponto mais escuro, a cada risco mais suave. será cada curva uma vida? cada tom um sorriso? cada profundidade, uma lágrima?

“decifra-me” susurrou com a brisa.

macio é seu gosto.