Como você se vê daqui a 10 anos?

Se você nunca ouviu essa pergunta, é porque nunca foi a uma entrevista de emprego, ou não cursou ensino médio e faculdade, ou porque você foi criado na floresta, por macacos ou lobos.

Tão cedo você aprende a juntar as palavras e falar uma frase com sentido, já iniciam as perguntas sobre o futuro. Quando você entra na escola, por volta dos seus 6 ou 7 anos de idade, todos perguntam ávidos pela resposta: “O que você vai ser quando crescer?”. Os anos passam, as perguntas se repetem, mas as risadas que surgem frente a resposta dada já não são mais contagiantes. Não é suficiente responder “astronauta”, “bailarina”, “bombeiro”, o que se espera são respostas convincentes que visem um plano de vida promissor.

Ao chegar no Ensino Médio, todos esperam que você já tenha em mente um plano de carreira completo, do primeiro dia de faculdade até sua aposentadoria. E não basta escolher uma profissão, precisa ser algo que traga dinheiro, que seja promissora e, de preferência, que ajude as pessoas. Ao crescer com estas perguntas, você se acostuma com as respostas, e acredita cegamente em tudo que diz. Mas a realidade é bem mais complexa que responder a uma pergunta.

Ao perguntar sobre o futuro, os mais velhos esquecem de acrescentar aos mais novos, que você pode ter planos, sonhos e desejos, mas que nem sempre ter um plano bem traçado é sinal de sucesso garantido. Os anos passam, as decepções agem como socos no estômago dos sonhos, o plano tão bem traçado, já não faz mais sentido. Perde-se ali, a esperança de viver, e passa-se a sobreviver. O menino que queria mudar o mundo, e acreditava que podia, não foi preparado para as batalhas que deveria enfrentar.

Mas existem aqueles, que perante essas perguntas, apenas respondem que “ainda não sabem”, ou que “quer de tudo um pouco”. Ah, mas estes são os errados, são os que não darão certo na vida, ou são estes que, ao bater em uma dificuldade, apenas dizem “hum, não havia pensado nesta situação, mas aqui vejo uma outra oportunidade”. Pois, ao não ter um ponto reto direcionando-o a linha de chegada, ele se permite ousar e experimentar, até que na vida, encontre o que mais lhe faz feliz.

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