Sobre amor e algo mais…

Para ser sincera, acho que o amor me movimenta. Acredito que nunca estamos sem amor. Talvez a real morte não é quando o coração para de bater, fisicamente, mas sim quando é aquele, o simbólico, que vem a silenciar. Aquele momento em que ele — o coração vermelhinho lindo dos cartões românticos — para de acelerar ao encontrar seu objeto de amor… aquele momento em que a respiração não tem mais sobressaltos ao ver ou falar com seu amor… aquele momento em que você apenas vive, um dia após o outro, esperando que ali na esquina, algo mirabolante aconteça e modifique tudo que você ainda não teve coragem de modificar. Não falo aqui especificamente daqueles amores de casal, falo do amor como um todo, de toda sua gigantesca possibilidade. O amor por si próprio (um dos mais importantes, na minha opinião)… o amor pela vida… pela liberdade… por algum hobbie, livro, filme, série, música, pessoa, animal, situação, objeto, lugar… seja ele o que for, o amor… ele sim é o que me movimenta. Pode ser a trilha sonora (Legião Urbana), pode ser o clima (aquele ventinho para chuva que tanto amo), pode ser a sensação de imensidão que permeia meu ser nos últimos tempos, ou só a proximidade da sexta-feira, mas senti vontade de escrever sobre o amor. De tudo que eu possa querer da vida, só peço que eu nunca deixe de amar. Apesar de saber que o amor pode virar ferida, ainda sigo na certeza que é melhor viver de amor do que morrer sem ter amado. A realidade é que sou intensa, não gosto de pouco, preciso de muito… muito amor… amor que me transborde, que me deixe tonta, que me faça desconfiar de todas as convicções, que me permita, que me possibilite, que seja recíproco… e que seja eterno enquanto for assim… e que quando não for mais, que eu possa ter coragem para seguir o rumo do próximo amor transbordante. Mas que nunca eu fique sem amar!!

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