Vamos parar com a babaquice (parte 1)

Quem votou na Dilma votou em Temer também.

Quem votou na Dilma votou em um projeto de governo do qual Temer também foi signatário. Por isso ele se beneficiou dos mais de 54 milhões de votos dados a ela no segundo turno de 2014. Ninguém votou no Temer pra traidor, conspirador e golpista.

Por sinal, a própria Dilma traiu seus eleitores quando tentou (sem sucesso) mudar o rumo depois de eleita. Mas insatisfação com governos eleitos se resolve com política, com debate, com protesto e, por fim, com voto. Nunca com golpe. Em 2018 ela e o PT certamente seriam punidos por isso. Mas o Congresso decidiu abreviar, de forma questionável, o mandato popular. Mandato este que o próprio Congressso tratava de invibilizar diariamente sob a batuta do Eduardo Cunha e os aplausos da oposição irresponsável.

Agora empossado, o presidente interino tenta implementar justamente a agenda rejeitada nas urnas por quatro eleições consecutivas. Faz isso ao lado de políticos sem voto, corruptos notórios e, pasmem, um membro do PSDB que não ganha nem eleição pra prefeito de São Paulo e, quando ganha, abandona o mandato no meio para satisfazer seus interesses políticos pessoais.

Se os argumentos acima não são suficientes, o próprio Temer faz questão de dar mais um em sua defesa no TSE, quando diz que suas contas estavam separadas das de Dilma na campanha. Claro, pra se beneficiar dos votos obtidos com financiamento suspeito, eu tô dentro, pra responder pelo possível crime, eu tô fora. Fim da babaquice número 1.

Aceito sugestões pra babaquice número 2. Do contrário eu mesmo escolho, já que a oferta está em alta.

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