Brasil ocupa 106º lugar em ranking mundial de participação feminina no parlamento

Segundo um relatório divulgado pelo Comitê das Nações Unidas para Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Contra as Mulheres (CEDAW), o Brasil ocupa o 106º lugar no ranking de participação feminina no parlamento, ficando atrás de países como Tunísia e Malásia, lugares em que a tradição possui orientação machista.

Apesar de alguns direitos conquistados, as mulheres ainda continuam lutando pelo alcance de outros e sofrendo preconceitos, abusos e violências de todas as formas. Além disso, há também a formação de um estereótipo, com conjuntos de valores, comportamentos, atribuições físicas e profissionais. Dessa forma, acaba se criando um pensamento e uma discriminação daquelas mulheres que não se encaixam nesse padrão imposto pela sociedade. A política é um exemplo de profissão em que a figura feminina ainda está buscando quebrar tabus e se estabelecer.

No Brasil, a participação das mulheres na política é algo recente, tanto no seu direito de voto, conquistado durante o governo Vargas em 1932, quanto na sua candidatura em cargo político alcançada em 1928 através da eleição de Alzira Soriano, de Lajes, no Rio Grande do Norte (RN), como prefeita da cidade. Embora essa mudança no cenário venha ocorrendo, sua evolução se mostra lenta até o momento, como mostram os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) das últimas eleições municipais de 2012, em que a figura feminina se fez presente em apenas 31,7% das candidaturas. Dados como esse refletem os valores machistas que ainda permanecem na sociedade e justificam a luta pelos direitos femininos que segue até os dias de hoje.

Por Beatriz Facchini

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