Sobre as mudanças no Medium

Me pegaram desprevenida essas mudanças do Medium e fico triste em dizer que infelizmente essa plataforma parece se auto sabotar.

Era um dia qualquer, numa semana qualquer quando fui ali no canto, cliquei em New Story, escrevi meu texto, salvei e quando ia mandar para uma de minhas coleções preferidas, percebi, não estava mais ali, o amado botão de envio automático para a dita cuja. Fiquei maluca, achei que estava louca, que algum plugin poderia ter escondido o botão ou coisa do tipo. Ah como gostaria que fosse isso, mas não, depois de pesquisar por cinco minutos descobri que isso fazia parte de uma das novas funções do medium.

Admiro a ideia, mas odeio a execução. Pois bem, antes qualquer um poderia enviar para a coleção desejada seu texto, esperar o administrador aceitá-lo e pronto, ele seria publicado junto ao de várias outras pessoas, famosas ou não. Dando assim, uma chance igual (ou quase) a todos.

Isso não é mais possível, agora é preciso ser um “Escritor” escolhido pelo administrador da coleção, mas me diga, como se faz isso? Porque até agora não descobri, já que não há um meio de enviar mensagens privadas no Medium.

Você pode usar aquele argumento manjado de “Ah mas as coleções eram muito bagunçadas, ficava procurando um bom texto por páginas e páginas, um horror!”. Bem, agora você pode seguir uma determinada pessoa e apesar disso ter ido contra o que o Medium apresentava no começo: um espaço onde seguidores não importam e sim o que você tem a dizer; essa é, uma mudança extraordinária e positiva. Afinal, poder ler mais de um determinado autor sem que seja preciso ficar procurando em páginas e páginas é algo ótimo.

E então você pode dizer outra coisa “Mas os administradores eram uns ditadores! Só escolhiam gente famosa pra publicar nas coleções”. Olha só, agora você não terá mais esse problema, já que se antes você já não tinha muitas “chances” de ter seu texto publicado, agora elas diminuíram ainda mais! Maravilhoso não?

Isso apenas segrega os usuários, que começam a criar coleções solitárias para si mesmos. Tira a chance do leitor conhecer textos novos e dos autores serem finalmente reconhecidos.

Afinal não nos foi prometido que nós “Não falaríamos mais para as paredes”?