Minha retrospectiva literária de 2017

Quando eu vejo as minhas leituras de 2017 de um modo geral consigo perceber a inconstância batendo na minha cara, mesmo assim eu acho que foi um ano ótimo. Comecei 2017 já lendo Aventuras de Alice no Subterrâneo e Alice, dois livros que eu tinha adquirido em 2016, também li dois contos da Agatha Christie e agora, no final do ano, já entendo porque ela é considerada a Rainha do Crime.

O foco das minhas leituras durante grande parte do começo do ano foram os livros que eu tinha adquirido há tempos, principalmente os que eu tinha conseguido da biblioteca. O último livro da biblioteca que li foi O Senhor dos Ladrões em maio, que eu achei incrível. Mas é claro que nem tudo foram flores até chegar nesse momento, A Filha do Sangue eu consegui concluir apenas com a força do ódio, porque pensa num livro ruim de tão problemático que é. Outro que nem a força do ódio conseguiu me fazer terminar foi Cidades Mortas, de Monteiro Lobato, atualmente fico feliz por isso considerando a quantidade de comentários racistas feitos pelo autor quando era vivo.

A minha meta de leitura do Skoob eu felizmente consegui completar e dentre os livros estavam os quatro últimos da série do Guia do Mochileiro das Galáxias, que sinceramente eu achei uma decepção. Com relação às minhas metas de compra/leitura de 2017, a principal era conseguir comprar O Senhor dos Anéis e também todos os outros livros de Tolkien lançados no Brasil, eu só comprei três, desses três li dois e adorei ambos, mas meu foco ao longo do ano mudou para outra coisa…

QUADRINHOS, eu me vi viciada em pesquisar graphic novels, comics, tudo. Sejam eles franceses, estadunidenses, japoneses ou nacionais. Me vi viciada também em ver vários vídeos do Pipoca & Nanquim com indicações e marcar todas elas como ‘Desejado’, mas quadrinhos são mais caros que livros e por isso não comprei tantos quanto gostaria. Outra coisa é que eu descobri o Catarse já na segunda metade do ano, apoiei vários projetos que chegaram em minha casa nesses últimos meses de 2017 ou chegarão em 2018.

Comprei vários mangás em uma faixa de preço de 10 reais e os três primeiros livros lançados pela Darkside na coleção de HQs e Mangás, próximo ano pretendo comprar o restante, os que eles ainda vão lançar e quem sabe alguns livros da coleção Darklove também.

Li Nárnia, algo que eu queria fazer desde que entrei nesse mundo de leituras, em 2013, e também li um dos livros que eu tenho certeza que mais vão me marcar na vida: O Planeta dos Macacos, eu nem tenho como expressar o que eu acho desse livro, é como se não existissem palavras o suficiente.

Fiz trocas, não só no Skoob mas também pessoalmente, comprei 34 livros praticamente seguidos pela Saraiva e voltei a ler scans de HQs da Marvel, a meta para 2018 é ler HQs da DC também (e comprá-las, é claro). Minha estante, a que fica no meu quarto em vez de no Skoob, está incrível, todos os livros são ótimos e eu fico tão orgulhosa de mim mesma por ter chegado à um momento em que eu tenho vários livros e gosto de todos.

Comecei a faculdade em outubro, no começo dela eu ainda lia mais assíduamente por ser ainda uma semana de adaptação, depois de um tempo quando começaram as provas eu foquei as minhas leituras em mangás que eu conseguia começar e terminar de ler no tempo que eu passava entre o horário que o meu ônibus passava e o horário que as aulas começavam/acabavam. Também li vários quadrinhos da Turma da Mônica Jovem que estão disponíveis na biblioteca da faculdade, mas esses não marquei como lido no Skoob.

Nesse ano eu também comprei o livro mais lindo que eu tenho e vou ter na minha estante pelo resto da vida: O Journal 3 da série Gravity Falls, eu achei ele uma promoção de quase 50% off e é impressionante a quantidade de detalhes que o livro tem, cada centímetro dele é uma verdadeira obra prima e eu pretendo lê-lo em 2018. Além dele outro livro lindo que eu comprei em 2017 foi Flash Gordon — No Planeta Mongo, nem sei se vou gostar da história, mas que é um quadrinho lindo, isso é.

As leituras que mais me surpreenderam em 2017 foram: Perdão, Leonard Peacock; O Planeta dos Macacos; A Solidão dos Números Primos e Assassinato no Expresso do Oriente. Mas o melhor livro do ano foi Alice, eu passei um tempão pensando se ele deveria ser mesmo considerado melhor que O Planeta dos Macacos, que deu um tapa na minha cara, Alice deixou meu coração quentinho, foi uma leitura incrível e merece que eu o considere o melhor livro que li no ano.

Outras metas que eu tenho para 2018 além das que citei ao longo do texto são: Conseguir mais de 200 livros (atualmente tenho 161). Igualar o número de quadrinhos e romances lidos (no mínimo 40 e no máximo 50 de cada). Ler grandes sagas da Marvel e da DC. Apoiar mais projetos no Catarse.

Li 76 livros em 2017, uma média de 44 páginas por dia e minha nota média foi 4,5. Aqui o link de minhas leituras de 2017 com dados mais detalhados: Skoob.

Uma foto de como meus livros estavam organizados até pelo menos 31 de dezembro de 2017.
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