35MM
Lembrando que essa crítica é pessoal, ok amores? Você tem total direito de concordar/discordar do que eu falar.

Aposto que você nunca ouviu falar de um joguinho chamado “35MM”. Isso porque ele não é muito conhecido, e até onde vi (enquanto escrevia esse texto) ele “só” tem 1,408 avaliações.
Acredito que (até agora) tenha sido um dos melhores jogos que joguei esse ano…. Não é nenhum jogo AAA, então se for comprar, já se lembre disso.
Resumidamente (e sem spoilers, claro), a estória é sobre dois viajantes em um mundo pós-apocalíptico. Calma! Eu sei, você deve estar pensando “oh não, mais um jogo assim? Zumbis de novo? ” Então, nada disso! Fique tranquilo (a), não tem zumbis ou monstros radioativos ou coisas do tipo. O motivo pelo qual os humanos estão morrendo…. Bem, eu falei, sem spoilers, então jogue e descubra. Continuando… A narrativa é bem construída, então consegue te prender até o final, e te garanto que não é apenas mais um jogo pós-apocalíptico.
Em primeira pessoa, sobrevivência e “mundo aberto” (viu que coloquei em aspas, certo? Já explico), um jogo bem interessante, eu sei. Como eu falei, a maioria dos humanos morreu, e poucos sobreviveram. Seu objetivo no decorrer do jogo é simples, sobreviver, e claro, fazer seu personagem (e seu amigo) chegarem aonde querem. Mas o mais legal, é que, você é simplesmente jogado nesse mundo, sem saber o que, onde ou quando aconteceu, e as respostas você descobre graças a jornais, cartas ou documentos de hospitais que você vai achando durante sua busca de suplementos por casas, hospitais, prédios etc.
Esse jogo Indie, praticamente feito por uma pessoa só, Sergey Sergeich, foi feito no Unity. Possui uma trilha sonora boa (disponível de graça na Steam), efeitos sonoros relativamente bons, ótima ambientação, gráficos bonitos e jogabilidade boa.
Vale adicionar que esse jogo, diferente dos demais, não possui uma barrinha que mostra a HP do seu personagem, nem lembra quando você deve alimentar seu personagem. Ou trocar a bateria da lanterna. Tudo isso, você faz quando quer, ou quando a sua tela começar a ficar turva, você vai saber que deve alimentar ou se curar.
Sem mais delongas, esse jogo deveria ganhar mais atenção, principalmente se você como eu, é fã de carteirinha de jogos de exploração. Ah, quase esqueci! Sobre o mundo aberto… Ele não é totalmente aberto, existem algumas delimitações, paredes invisíveis que você não vai conseguir passar (pelo menos não sozinho). Isso eu posso colocar como ponto ruim, ou não. Na verdade, essas paredes me ajudaram a não se perder no mapa, então não posso reclamar muito sobre.
O único problema (mais uma vez, para mim não teve problema) é que o jogo, infelizmente, não possui legenda em PT. Então isso pode afastar jogadores brasileiros, afinal, não são todos que tem um entendimento bom para conseguir jogar e tomar decisões.
Ah, quase me esqueci de novo! O jogo tem vários finais, ele é “moldado” por você. E por fim, existem três easter eggs dentro do jogo, um de Half Life (esse eu achei!), outro de Metro e outro de S.T.A.L.K.E.R. Curiosamente esses três jogos se passam na Rússia assim como 35MM.
Sergey mandou bem nesse jogo, e merece um reconhecimento. Consegui “bater um papo” com o desenvolvedor, dá uma olhada:
- O jogo foi feito totalmente por você?
Sim o jogo foi feito por mim, mas algumas partes outras pessoas fizeram.
- Eu vi que você tem um projeto na ‘Steam greenligh’ chamado “Light”. Quando iremos ver mais sobre esse jogo?
Infelizmente, “The Light” não vai ser lançado na Steam. O jogo foi adicionado ao ‘Greenlight’ para um experimento.
- Quando você começou a fazer jogos?
A primeira vez que comecei a desenvolver jogos foi por volta de 2011. Foi o projeto “Light”.
- Você sempre quis fazer jogos?
Minha entrada na indústria de jogos foi aleatória. Até esse momento, eu não pensei que eu pudesse desenvolver jogos.
- O que você tem para falar sobre pessoas como nós, que estão tentando fazer/fazendo jogos?
Para todos os iniciantes e desenvolvedores experientes, eu desejo uma musa criativa e mais paciência. Nunca desista em tarefas difíceis.
Quer saber qual foi o meu final? Me segue no twitter e pergunta @AWukong.
