A carne sobre os meus ossos me pesam.

Pesa sobre mim.

A escuridão ao meu redor cobre,
Me cobre de mim.
A atmosfera me pulsa.
Pulso e pulso sem fim.
O medo me consome.
O medo de mim.

O que eu sou,
Perco em cada esquina.
E na outra me indago enquanto me perco mais.

O que eu sou me trai a cada passo e me largo sem saber onde estou.

A tristeza ao meu redor me mata,
Me mata de realidade.
As lágrimas que rolam me sufocam.
Me sufocam com a verdade.

Que eu...
Eu sou o meu próprio tormento.
Que eu causo, sem piedade, meu sofrimento.

Eu sou a causa.

Sou o motivo pelo qual essa faca pulsa dentro de mim.