{ Uma dose de sinceridade pós álcool }

Sua boca tinha marcas que me prendiam. Curvas bobas que me chamavam. Seu corpo era esbelto, escultural, lindo. Sua cor era de chocolate ao leite e pimenta.

Ele, me olhava e meus olhos sorriam quando viam os seus.

Vez ou outra nós falávamos qualquer asneira para alimentar a amizade superficial. Vez ou outra ele me tocava como quem não deseja a camisa que vê na vitrine, pois não sabe se vai comprar, mas vai entrar na loja para experimentar.

Eu era uma camisa não muito cara, provavelmente de uma loja de departamento e ele era o comprador que se interessou. Porém, ele não sabia se valia apena comprar já que tinha uma outra parecida e melhor em casa.

Por que não nos beijavamos já que tencionavamos? Não sabia a resposta e hoje continuo com minhas “pulgas atrás da orelha”.

Continuando… ele tinha uma namorada. No caso, ela era a camisa de uma grife bem conhecida. Eu era a camisa da loja de departamento.

Sim, sim.. esse exemplo é extremamente chulo. Porém, irei prosseguir.

Eu sendo uma camisa, não podia escolher meu “dono”. Ele teria que escolher. O melhor de tudo foi ver a dúvida na hora da escolha. Por três motivos:

Um, se ele tinha dúvida eu era uma camisa bonita.
Dois, se ele tinha dúvida a camisa que ele tinha em casa não era tão boa assim.
Três, Se ele não quer a camisa que tem em casa, por que não doa ou joga fora?

Até agora, eu sou a pessoa que não vai tomar frente em uma paixão por um amigo comprometido. Eu serei a moça simpática que vai simplesmente dispensa-lo por não confiar em traidores. Por ter que apoiar a minha “companheira de luta”, no caso, a namorada dele.


Embora todos nós saibamos que os hormônios estavam loucos e que ambos os corpos se desejavam. No fim, ambos reprimiram o que ambos queriam. No fim, somos os hipócritas que prezam pela falsa moral.

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