Outubro Rosa: Câncer de mama, o que fazer?

Outubro é o mês dedicado á conscientização e prevenção do câncer de mama em todo o Brasil. A campanha Outubro Rosa chegou ao Brasil em 2008 e desde então tem ajudado no combate ao câncer de mama.

Segundo dados do Inca (Instituto Nacional de Câncer), a campanha ajuda na conscientização sobre a importância do autoexame, onde as próprias mulheres identificam, na maior parte dos casos, sinais e sintomas do câncer de mama, incluindo doença em estágio inicial e intermediário, quando as chances de sobrevida são maiores. A veterinária Michele Patrícia da Silveira Costa, 27, conta que sempre faz o exame em casa, pois teve um caso de câncer na família. “Minha tia descobriu o câncer em uma mamografia de rotina, e desde então eu faço o exame em casa e uma vez por ano faço a mamografia também. É melhor prevenir”, conta Michele.

A mamografia gratuita é um direito de todas as mulheres com idade de maior risco ou com casos de câncer na família. As mulheres pertencentes a grupos populacionais com risco elevado de desenvolver câncer de mama devem fazer exame clínico e mamografia anual a partir dos 35 anos. Para rastreamento, a recomendação é a realização de mamografia na faixa de 50 a 69 anos, com intervalo de até dois anos.

O medo de descobrir que possui a doença é grande e isso acaba impedindo que muitas mulheres na faixa etária ou na faixa de risco façam os exames preventivos. É o caso da Carmem Mantovani de Andrade, 53, que nunca teve caso na família, mas é pertencente ao grupo de risco pela idade. “Eu não faço a mamografia porque se procurar, acha. É melhor não mexer no que está quieto. Eu tenho medo”. Ela conta que prefere morrer sem saber que tem a doença do que morrer careca em cima de uma mesa de hospital.

A enfermeira Janaína da Silva Tavares, 32, diz que é normal senhoras com a idade de Carmem pensarem assim. “Antigamente o câncer era sinal de morte, o tratamento era muito sofrido. Mas hoje, com o diagnostico precoce feito através do autoexame e da mamografia, a paciente pode se curar rápido e levar uma vida normal”, diz Janaína. Em 66,2% dos casos, a doença é percebida pelas próprias pacientes ao notarem alguma alteração na mama. O percentual de mulheres que identificou a doença por meio da mamografia ou de outro exame de imagem foi de 30,1%, enquanto em apenas 3,7% dos casos a suspeita inicial foi de um profissional de saúde. Ou seja, em dois terços do total, a própria mulher percebeu alterações na mama como possível sinal de um câncer de mama.

Mas a grande divulgação da Outubro Rosa ajudou a muitas outras mulheres a se conscientizarem com a prevenção. “Eu faço a mamografia duas vezes ao ano desde que tenho 40 anos. É importante sempre estar fazendo, porque se descobrir algo vai ser no começo e fica bem mais fácil de tratar e as chances de cura são mais altas”, conta Maria Aparecida Souza Carrara, 58, que já está com sua próxima mamografia agendada.

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