Presente em Nossos Momentos: ignorância e Amor em Nier: Automata e The Witcher 3

Publicado originalmente em feministfrequency.com por Carolyn Petit

ATENÇÃO ALERTA DE SPOILER: Este artigo discute o final de Nier: Automata em riqueza de detalhes.
Finalmente terminei The Witcher 3, esse monstro de jogo.
E eu tenho várias queixas em relação a ele. É notório o modo como ele glorifica a violência contra mulheres ao repetidamente exibir os corpos de mulheres assassinadas de um modo sexualizado. Yennefer tem a tendência ridícula de estar no lugar exato onde ela precisa de maneira que a bunda dela se enquadre perfeitamente em frente à câmera. Como em muitas histórias, o jogo tenta abordar problemas de perseguição do mundo real só que usando magos e não-humanos como substitutos para grupos marginalizados reais, mas o faz enquanto glorifica a branquitude e se passa num mundo habitado quase que inteiramente por pessoas brancas.

Mas também amei tantas coisas nele. No verso da caixa de The Witcher 3 aparece a seguinte frase: ““O mundo não precisa de um herói. Ele precisa de um profissional,”” e esta é uma frase apropriada, pois Geralt não faz o tipo salvador do mundo , nem o seu mundo o tipo aonde um indivíduo possa chegar de repente e salvar, não mais do que o nosso é , dado que os problemas que o assolam têm origem tanto no preconceito e no poder quanto em monstros e magia. Mas isso não significa que as nossas ações como indivíduos não importem. Elas importam. Parafraseando o fascinante livro de David Mitchell, Cloud Atlas, cada um de nós pode não passar de uma mera gota no meio do oceano, mas é igualmente verdadeiro que o oceano não passa de uma imensidão de gotas.
O impacto de Geralt na história é claramente perceptível em The Witcher 3, mas ainda assim não é absoluto. Ele existe de modo crível no meio dos pobretões e camponeses daquele mundo, bebendo em botecos nas partes pobres da cidade, enlameando suas botas em longas viagens por estradas de terra, parando em pequenas vilas para ajudar o povo simples com seus problemas, por um preço é claro. Pessoalmente, eu nunca tive coragem de barganhar por um grande pagamento daquelas pobres almas e assim eu mesma nunca fiquei rica. Eu passei por The Witcher 3 mal conseguindo juntar o ouro necessário para comprar melhores equipamentos ou consertar os que eu já estava usando.

Esta não é a típica fantasia épica que só está preocupada com o que fazem reis e nobres. O trabalho de Geralt constantemente o põe em contato com o povo pobre e outras pessoas vivendo às margens da sociedade. Eles dão vozes as suas adversidades. Seus rostos contam histórias de vidas passadas trabalhando nos campos ou na forja . Suas casas são simples e tortas , mal construídas sob fundações de má qualidade. Essas pessoas levam vidas difíceis, frequentemente miseráveis, mas reconhecendo a sua presença e os ouvindo, o jogo as valoriza. Ele sabe que a vida delas importa tanto quanto a daqueles que são ricos e poderosos, mesmo que o mundo em que vivem não saiba disso e o jogo saiba que apenas através das experiências dos oprimidos e marginalizados é que nós realmente podemos entender as forças que moldam o mundo.
Além disso, o jogo está interessado no amor, nas muitas de suas múltiplas formas, tanto como motivador quanto como fonte de significado nas vidas de seus personagens. Nos laços fraternais que ligam Geralt e seus companheiros bruxos. No senso de estar no lugar ao qual se pertence que Geralt sente quando Yennefer está ao seu lado. No quão longe ele vai por sua filha adotiva, Ciri, e no modo como o amor deles um pelo outro impacta o curso de suas vidas, com algumas das decisões que à primeira vista parecem menores dentro do jogo acabam sendo as mais importantes. No final, é o quão bem você ama Ciri o que importa mais do que qualquer outra coisa, e apesar de passar muito tempo sozinho, são os momentos que Geralt passa com as pessoas que ele ama que dão um significado maior a sua vida.

Geralt é um exemplo das fronteiras da masculinidade tradicional caracterizada pelos primeiros heróis de Clint Eastwood, e ele e seus companheiros witchers parecem ser capazes de expressar o amor uns pelos outros apenas depois de terem tomado umas doses. O seu jeito extremamente reservado faz parecer que o menor sinal de um sorriso ou um pequeno gesto de carinho pela Ciri pareçam uma grande explosão de expressividade emocional, o que vamos deixar claro, não é. Mas enquanto eu frequentemente espero que os jogos nos deem modelos de homens mais emocionalmente expressivos, eu também aceito Geralt do jeito que ele é, e faz parte disso o fato de ele se guiar por um tipo particular de decoro masculino meio antiquado, um tipo que é tanto limitador quanto virtuoso.
O fato de The Witcher 3 gastar tanto de seu tempo observando-o e suas interações com outras pessoas torna muito mais fácil tolerar os limites de Geralt. Em alguns jogos, o diálogo extremamente bem feito existe apenas para te levar ao próximo combate, que é o que o jogo acha que todo mundo quer de verdade. Porém, em The Witcher 3, esse balanço é de alguma forma invertido e nós somos convidados ao longo do tempo a ver além da superfície. Combate é um elemento central do trabalho de Geralt e embora seja crucial não é o único elemento dele e o jogo parece saber que é a combinação de todas as facetas da vida de Geralt, seu trabalho, suas aventuras e especialmente a sua conexão com outros que nos compele a vivê-la junto com ele, andando em suas botas incrustadas de lama, mas nunca suplantando a sua presença.

Eu aprecio a perspectiva de cara calejado do mundo de Geralt. Ele viveu o bastante para tê-la. Ele sabe que não pode consertar tudo, mas ainda encontra um significado em fazer o que pode por outras pessoas. No entanto Geralt, e por tabela The Witcher 3 em si, faz uma afirmação com a qual eu tenho problemas. Em certo ponto, os caçadores de bruxas de Novigrad, que por muito tempo perseguiram magos, começaram a ter como alvo não-humanos no lugar, quando o seu estoque de usuários de magia para brutalizar, assassinar e botar a mostra nos portões da cidade começou a ficar escarço. Em uma cutscene sobre essa mudança Geralt nos diz:
“Ódio e preconceito nunca serão erradicados e a caça às bruxas nunca foi sobre as bruxas. Para se ter uma válvula de escape, esse é o ponto. Humanos sempre irão temer o diferente, o estranho. Uma vez que os magos deixaram Novigrad, o povo voltou a sua raiva contra outras raças e assim eles fazem há eras, rotulando seus vizinhos como seus piores inimigos. ”
É claro, há um pouco de verdade no que Geralt está falando, mas é a sua postura de aceitação resignada que eu quero discutir. Em termos gerais, ele está certo quando fala que os humanos sempre irão temer “o diferente, o estranho”, mas também é verdade que nós podemos lutar contra esse tipo de ignorância que permite que o medo e o ódio se espalhem e mesmo que nós nunca sejamos capazes de erradicá-las completamente, nós podemos trabalhar em direção a uma visão global que é baseada em compaixão e num profundo senso de interconectividade ao invés de um senso de divisão, estranheza ao outro e medo.
E é ai que entra o extraordinário Nier: Automata. Esse é um jogo que ao seu próprio modo, analisa as mesmas forças de ódio, preconceito e medo as quais Geralt se refere em The Witcher 3 e melancolicamente reconhece o quão tragicamente destrutivas elas são. E então, no final quando tudo parece perdido e que a ignorância, o medo e ódio devoraram todo e qualquer vestígio de esperança, vida e amor o jogo faz algo verdadeiramente extraordinário. Mas nós chegaremos lá daqui a pouco.
“Jogos raramente se importam com carinho.
Em Automata você joga como alguns androides variados: robôs humanoides lutando para retomar a Terra das máquinas. Essa é o tipo de guerra por procuração: os androides lutam em nome da humanidade, que foi segundo lhes foi dito, se refugiou na lua, enquanto as máquinas lutam em nome dos alienígenas que estão ausentes do campo de batalha, mas ostensivamente desejam tomar a Terra para si. Os protagonistas 2B, 9S e seus companheiros androides são doutrinados com a crença de que as máquinas não sentem nada, de que elas não têm consciência de verdade e são apenas seres autômatos sem pensamento cumprindo a vontade de seus criadores.
No entanto, em sua missão os androides (e você, o jogador) se deparam com evidências incontestáveis de que as máquinas na verdade têm consciências próprias, capacidade de formar laços umas com as outras e a habilidade de encontrar significado em sua existência. Algumas máquinas seguem uma filosofia ou uma fé enquanto eles se perguntam algumas das mesmas questões sobre a natureza de suas vidas que os humanos sempre se perguntaram e apesar das máquinas (e muitos dos androides) parecerem intercambiáveis, eles não o são, não para eles mesmos e não um para o outro. Algumas máquinas formam unidades familiares formais, se referindo uns aos outros como pais e filhos, irmãos e irmãs; eles não têm laços de sangue uns com os outros, mas assim como Geralt e Ciri, eles sabem que a verdadeira essência dessas relações se baseia no amor e ainda que 2B e 9S tenham sido ensinados a serem cegos a ele, as máquinas tem absolutamente a capacidade de amar e sentir compaixão.

Talvez parte de o motivo para os androides serem tão cegos em relação a ele é que eles foram forçados a negar suas próprias emoções. Em sua primeira missão juntos, 2B repreende 9S quando ele começa a expressar alguma alegria em finalmente ter alguma companhia depois de trabalhar sozinho por tanto tempo. O mais triste de tudo é que 2B ignora os pedidos de seu parceiro para que ela se refira a ele com o seu nome mais informal, Nines, ao invés de se ater a fria e robótica nomeação de 9S o tempo todo. Como esses seres possivelmente poderiam ver qualquer outra coisa compassivamente se eles não podem nem ver a si mesmos e uns aos outros como merecedores de carinho?
Videogames raramente se importam com carinho. Durante a minha vida como jogadora de videogames eu atirei, fatiei quando não massacrei incontáveis milhares, frequentemente com uma grande dose de hesitação e ambivalência. Eu fiquei incomodada por exemplo, pelo modo como Shadow of Mordor queria que nós desfrutássemos da nossa dominação e decapitação sob os orcs como se eles não fossem merecedores de viver, enquanto ao mesmo tempo o jogo trabalhava duro para dar a eles personalidades únicas e qualidades que demonstravam que eles não eram meramente encarnações sem consciência do puro mal. Eu poderia ter questionado a justiça das minhas ações, mas não por que o jogo me encorajou a fazer isso. Ele não o fez. Shadows of Mordor é inabalável em sua posição de que os orcs existem ou para te servir ou conhecer a lâmina da sua espada, em qualquer caso o que for satisfazer a sua fantasia de poder.

Enquanto isso, Automata constantemente quer nos fazer nos sentir inseguros, desconfortáveis e a questionar e duvidar de premissas que estão no próprio cerne da existência de nossos heróis. Você só consegue ouvir 9S afirmar que as máquinas levam vidas sem sentido um certo número de vezes antes de começar a soar profundamente falso e por isso nunca antes eu tinha sentido tanta relutância em matar meus inimigos como eu senti quando eu me deparei com as encantadoras, enferrujadas e inexpressivas máquinas de Nier: Automata. A simplicidade de seu anseio por uma vida significativa e a maneira desajeitada em que às vezes imitam os laços que eles acreditam que os seres humanos têm entre si reforçam a verdade de que eles são tão dignos de existir quanto qualquer outra criatura.
Há uma grande quantidade de evidência que sugere que quando confrontados com fatos que diretamente contradizem nossa visão de mundo profundamente arraigada, nós respondemos não ajustando a nossa visão para englobar esses fatos, mas ao invés disso nos agarramos ainda mais firmemente as nossas crenças existentes. É isso que acontece com 9S em Nier: Automata. Declarações como “Não há sentido em nada do que elas fazem!” viram uma constante, uma desesperada repetição da parte dele ao fato que começa a ficar cada vez mais irrefutável de que de fato há sentido nas vidas das máquinas. Ele não pode ceder para aceitar essa verdade. Resta a ele apenas entrar em colapso. Ele vira apenas outra vítima daquelas forças que Geralt se lamentou, destruído por dentro pelo seu próprio medo do “diferente, o estranho”.

Nier: Automata sabe que tal conflito destrutivo é inútil e as coisas que realmente importam só estão disponíveis para nós em vida. É como um personagem diz, lamentando a perda de seu irmão, “Minha vida estava presente em nossos momentos”. E ainda assim o conflito do jogo não para com essa perda sem sentido, ou próxima, ou a seguinte. Pelo contrário, Nier: Automata vai tão longe nisso que em certo ponto, começa a parecer niilista. O ciclo ao que parece, é inquebrável. O conflito continua e continua e continua, mesmo depois de ficar claro que os humanos e aliens pelos quais androides e máquinas acreditam estar lutando por, estão há muito tempo extintos, mesmo depois de ficar claro que androides e as máquinas são construídos a partir dos mesmos componentes base e fundamentalmente não são diferentes. Continua muito depois que a última pretensão frágil de qualquer justificativa cair. E continua até não sobrar nada fora um androide matar o outro. A ignorância e o ódio venceram completamente. Amor e Compaixão, que deveriam ser os guias esse tempo todo, perderam. Acabou.
E assim conforme os créditos sobem, o jogo pergunta se você deseja salvar os androides. Se disser sim, então a maior batalha do jogo começa: como se já não tivesse inutilmente explodido aos pedaços coisas o suficiente, o jogo te força a lutar pelos créditos também. À primeira vista parece apenas um exercício sem sentido, um meio de arrastar a violência até isto, também, terminar.

Então começa a ficar mais difícil. Muito mais difícil. A tela se enche com balas e você começa a cair, de novo e de novo. Depois da sua caminhada difícil por toda a violência trágica e sem sentido do jogo, ele ainda pede mais de você. Você deve recomeçar a luta de novo e de novo e de novo. A sua força de vontade começa a fraquejar. O jogo tenta te convencer a desistir, perguntando questões como “Você aceita a derrota?” e “Você admite que não há significado nesse mundo?” mas ao mesmo tempo, você vê mensagens de outros jogadores, de diferentes partes do mundo, torcendo por você. Você sabe que eles também enfrentaram essa dificuldade e há um tipo de conexão nisso, nessa experiência compartilhada. Até que então finalmente, FINALMENTE, é dado a você a opção de aceitar a oferta de ajuda de algum outro jogador. Com o poder deles se unindo ao seu, o rumo da batalha muda. Você pode resistir, você pode superar. A música de fundo se desenrola lindamente tal como é e com a ajuda de outro, você enfim emerge, vitorioso.
Mas para quê? Se a ignorância e o ódio são inescapáveis como eles parecem ser, qual é o ponto em salvar 2B e 9S? Os pods que os resgatam fazem essa mesma pergunta, conforme os agora sem vida e prestes a serem restaurados corpos dos androides repousam num telhado de uma cidade antiga da Terra. Um pod pergunta, ““ Isso [ trazer eles de volta à vida] não vai simplesmente nos levar a mesma conclusão de antes?”” E o outro responde: ““Eu não posso negar essa possibilidade. No entanto, a possibilidade de um futuro diferente também existe. ” Talvez, no novo mundo que eles irão criar, 2B finalmente irá chamar 9S de Nines.
Geralt não pode ver a possibilidade de um mundo diferente, talvez por que ele seja tão profundamente, efetivamente enraizado em seu próprio mundo onde a ignorância e a violência tem tanta influência, talvez por causa do habilidoso uso da violência em seu ofício ele não pode evitar perpetuar violência. Mas em seus créditos, Nier: Automata fala diretamente com nós jogadores, aqueles de nós que existem num mundo que sabe muito bem a tragédia da ignorância, do ódio e da violência, mas que ainda não se perdeu inteiramente para essas forças.
Sem dúvidas que uma grande quantidade de pessoas compartilha da visão de Geralt que essas forças “nunca serão erradicadas”, que elas são simplesmente parte da natureza humana, inerente e imutável. Ultimamente, quando eu penso sobre o nosso próprio potencial de escapar do ciclo perpétuo de ignorância e violência, eu penso um pouco sobre o que Oscar Wilde escreveu num tweet que eu vi há não muito tempo atrás. Em 1981, falando sobre socialismo, Wilde escreveu:
Vai ser dito, é claro, que tal esquema como foi estabelecido aqui é bem imprático e vai contra a natureza humana. Isso é perfeitamente verdadeiro. É imprático e vai contra a natureza humana. E é justamente por isso que vale a pena concretizá-lo, e é por isso que alguém o propôs. Mas o que é um esquema prático? Um esquema prático é um esquema que já existe ou que poderia ser concretizado mediante condições já existentes. Mas são exatamente as condições existentes às quais se objeta; e qualquer esquema que possa aceitar essas condições é errado e tolo. As condições serão erradicadas e a natureza humana vai mudar. A única coisa que alguém realmente sabe sobre a natureza humana é que ela muda.
E assim eu penso que talvez a tendência a ignorância e a violência sempre fizeram parte da natureza humana por que as condições existentes favoreceram elas. Essas condições podem e devem ser erradicadas, e fazendo isso, a natureza humana irá mudar. Eu gosto de acreditar que quando ressuscitados, os androides agora verão a insensatez e inutilidade de suas ações e escolherão um caminho diferente, um caminho guiado pelo amor e compaixão. Mas claro, nós não podemos esperar tanto e apesar de Nier: Automata ser de alguma forma um jogo revolucionário, jogá-lo não é um ato revolucionário. O fato é que nós como indivíduos e comunidades temos que ativamente lutar para viver vidas que substituam medo, ignorância e violência com amor, empatia e compaixão.

Depois de você vencer a batalha com a ajuda de outro jogador, o jogo pergunta a você se você quer enviar uma mensagem a outros jogadores. E então ele pergunta se você gostaria de dar uma ajuda para outro, assim como outro jogador te ajudou e é nesse ponto que fica bem claro o que isso significa. Você deve sacrificar o seus dados salvos, todo o seu progresso, tudo o que você conquistou e desbloqueou. É claro que eu concordei, relutante como eu estive ao ver todo meu progresso ser apagado, porque o sentimento de conexão com os outros jogadores, com as pessoas ao redor do mundo era o principal objetivo do jogo, o caminho para qual todo o resto estava sendo direcionando. Por um momento eu pensei que talvez eu jogasse o jogo de novo e dessa vez, diria não quando ele me perguntasse se eu gostaria de ajudar outro jogador. Mas eu sei muito bem que eu acabaria dizendo sim de novo. No fim das contas eu estou condicionada a me conectar.
Nota ta tradutora: Eu li esse texto e fiquei absolutamente apaixonada por ele e minha motivação para traduzi-lo foi que mais pessoas pudessem lê-lo. Se vocês quiserem ver mais textos como esse acessem o feministfrequency.com