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Crise dos 30 — Ansiedade

Estamos correndo pra onde mesmo?

Nada melhor que escrever um texto sobre Ansiedade estando no meio de uma crise, eu tentei evitar ao máximo que isso acontecesse mas sabe o que eu aprendi na crise dos 30, além é claro de descobrir que tenho ansiedade?

Que eu não posso controlar tudo!

Foi muito difícil chegar a essa conclusão, pois há 8 meses atrás eu não sabia que tinha ansiedade e muito menos que era isso que eu sentia explodir dentro da minha cabeça, e que na verdade a angústia que eu sentia de tempos em tempos nada mais era do que o medo se instalando dentro de mim.

Minha jornada no Medium começou justamente para poder tirar esse turbilhão de pensamentos de dentro da minha cabeça. Eu sempre pensei que seria ótimo ter uma penseira igual a do Harry Potter, mas que fosse pra organizar meus pensamentos e não pra guardar memórias.

Neste exato momento estou tentando organizar mentalmente o que quero dizer, na verdade eu não quero dizer nada grandioso. A crise dos 30 só veio para reforçar o estrago que a ansiedade já me causa normalmente.

O que eu quero dizer pra vocês mas que tá difícil de ir por papel por conta dessa angústia que aparece do nada e não diz quando vai embora, é que devemos parar de correr (a não ser que você seja um atleta e precise correr pra ganhar a vida).

Depois que eu percebi que, na maioria das vezes, eu estava correndo contra o tempo pra controlar o que ia acontecer (olha eu vivendo no futuro), eu entendi que a ansiedade faz a gente correr pra lugar nenhum pois nem tudo está sob o nosso controle.

Quando aprendi que eu posso controlar apenas o que sinto e como reajo à situações que me causem ansiedade é que consegui desacelerar o passo e correr menos (porque na verdade quem tem ansiedade nunca para de correr, apenas diminui o ritmo).

A crise dos 30 chegou e esfregou na minha cara com letras garrafais:

Se você não sabe pra onde está correndo, então porque correr?

Eu continuei correndo e me martirizando, pois estava muito pra trás nessa corrida louca que é a vida. Eu cheguei aos 30 sem uma carreira, sem casar, sem ter filhos, morando na casa dos pais e sem ficar rica (brincadeira, essa parte de ficar rica nunca foi um objetivo).

Quando eu já estava quase na linha de chegada é que me dei conta de que estava correndo contra mim mesma. Perceber que durante todo esse tempo minha maior adversária era eu mesma me fez querer parar e respirar um pouco.

Eu olhei pra trás e vi o quanto tinha crescido e amadurecido e que não deveria comparar minhas conquistas com as dos outros, e ao olhar para o infinito eu percebi que ainda havia muito a percorrer, muitos sonhos a realizar, muita vida pra viver!

Mas dessa vez eu tinha uma companhia que não me abandonaria nunca mais: a ansiedade.

Mas ao invés de correr dela, eu a ensinei a andar devagar. Às vezes ela quer sair em disparada, atropelando tudo e querendo controlar o que pode acontecer, mas aí eu paro e respiro. Penso no quanto percorri até ali e volto a caminhar.

Vou seguindo minha vida, alternando entre passos lentos e rápidos, um dia de cada vez. Não sei o que será daqui pra frente, e apesar disso me dar um medo terrível eu aprendi que sempre posso parar e tomar fôlego.