
Seja aos 15, aos 25, aos 35 ou aos 60 anos, entrar em contato com as ideias feministas sempre vai ser um baque, assim como entrar em contato com ideias anticapitalistas e antirracistas, porque essas ideias são anti-hegemônicas e desafiam o status quo. A gente eventualmente vai se pegar reproduzindo machismo, sendo racista (ou reproduzindo racismo) e sendo elitista/classista (ou reproduzindo elitismo/classismo), e isso é normal. O que importa é o que a gente faz com isso: fechamos os olhos para as estruturas que nos condicionam a isso, indo pelo caminho mais fácil, ou percebendo que o buraco é bem mais embaixo.
Quanto à primeira “crítica”, eu explico: não, você não precisa sacrificar nada em prol da coletividade. Mas não chame isso de feminismo. Aliás, não chame nada que não tenha interesse em libertar as mulheres de feminismo. (Será que é tão difícil assim?)
…rópria cultura (pelos meios de comunicação, por exemplo) e de outras instituições que não o Estado. O objetivo é que a classe dominada acredite que políticas e teorias prejudiciais aos interesses das elites são prejudiciais aos interesses da sociedade como um todo, alienando-se de sua própria condição, e de, consequentemente, de suas próprias necessidades. Por isso a conscientização — a tomada de consciência de classe — é essencial para o processo revolu…